11.1.10

QUEM DISSE O QUÊ SOBRE QUEM

O que disse Fernando Sabino sobre Pedro Nava, outro grande gênio da literatura brasileira? E o compositor Claude Debussy, o que achava da obra de Beethoven? O texto que vocês lerão a seguir trata exatamente disso: o que algumas personalidades da cultura disseram sobre outras personalidades e suas obras.

É uma catedral cercada de igrejinhas. (Fernando Sabino sobre Pedro Nava)

Ele é um fenômeno que podemos classificar como fato histórico. (Bertold Brecht a respeito de Charles Chaplin)

É a maior imagem estética do século XX. No século XXI ficará apenas uma imagem do cinema: a imagem de Carlitos. (Glauber Rocha sobre Charles Chaplin)

A Nova Sinfonia foi o pesadelo de todos os compositores que vieram depois de Beethoven. Eles a tomaram como um ideal a ser alcançado. Depois, perceberam que era uma tarefa impossível. (Claude Debussy, ao falar de Beethoven)

Jamais conheci um artista que exibisse tamanha concentração espiritual e tamanha intensidade, tanta vitalidade e grandeza de coração. (Goethe, também sobre Beethoven)

Bernard Shaw não tem inimigos. Em compensação, nenhum dos seus amigos gosta dele. (Oscar Wilde sobre George Bernard Shaw)

James Joyce me lembra um colegial repugnante espremendo espinhas. (Virginia Woolf a respeito de James Joyce)

Admiro e amo você como a alguém que vive em estado de graça com a poesia... seu lirismo tem a força e a delicadeza das coisas naturais. (Carlos Drummond de Andrade em reconhecimento ao talento de Cora Coralina. Detalhe: Drummond foi o primeiro grande poeta a reconhecer a obra de Cora Coralina)

Não houve no modernismo personagem mais viva do que ele. Manteve até o fim, quando outros “heróis” do movimento se haviam acomodado ou haviam evoluído, uma atitude tipicamente modernista. (Carlos Drummond de Andrade falando de Oswald de Andrade)

Ontem, hoje, amanhã: a vida inteira,/teu nome é, para nós, Manuel, bandeira. (homenagem de Carlos Drummond de Andrade a Manuel Bandeira)

Sei, por experiência, que no Brasil, todo sujeito inteligente acaba gostando de mim. (Manuel Bandeira em sua “modéstia”

Um dia, quando já não houver império britânico nem república norte-americana haverá Shakespeare; quando se não falar inglês, falar-se-á Shakespeare. (Machado de Assis sobre Shakespeare)

Nenhum escritor teve em mais alto grau a alma brasileira. (Machado de Assis, desta vez obre José de Alencar)

Só conheci três gênios na vida: Pablo Picasso, Alfred North Whitehead e Gertrude Stein. (Gertrude Stein sobre ela mesma)

Pablo (Picasso) e Matisse têm uma masculinidade própria dos gênios. Eu também. (Gertrude Stein, falando novamente – e “modestamente” - dela mesma. Detalhe: Stein era homossexual.)

Baudelaire é o primeiro vidente, rei dos poetas, um verdadeiro deus. (Arthur Rimbaud referindo-se a Baudelaire)

Beethoven é o maior compositor, mas Mozart é único. (Rossini sobre dois grandes gênios da música, Beethoven e Mozart)

Este jovem começa por onde eu acabo. (Giuseppe Verdi referindo-se a Carlos Gomes)

Victor Hugo não era para nós um astro - mas o deus mesmo, inicial e imanente, de quem os astros recebiam a luz, o movimento e o ritmo. (Eça de Queirós sobre Victor Hugo)


Esse rapaz ainda vai dar o que falar. (Mozart ao ouvir Beethoven improvisando ao piano)

Mann é o Goethe dos nossos dias. (Oswald de Andrade sobre Thomas Mann)

Moliére é tão grande que cada vez que o relemos surpreendemo-nos de novo. (Goethe sobre Moliére)

Não hé um motivo na vida que ele não tenha representado! E tudo com leveza e liberdade. (Goethe sobre Shakespeare)

Graciliano Ramos é um retratista sem fundo. Tudonele se concentra no que é o homem, no que é a tragédia de ser homem. (José Lins do Rego referindo-se a Graciliano Ramos)

Louvado seja São Tolstoi, que foi um leão magnífico entre os bichos domésticos. (Paulo Mendes Campos sobre Tolstoi)

Não tenho nada a declarar, exceto meu gênio. (Oscar Wilde, outro “modesto”, referindo-se a ele mesmo)

(Trecho do livro Coisas de Gênio - Fatos pitorescos e curiosidades sobres os maiores gênios da cultura universal)