
Ainda hoje há uma certa polêmica sobre a enfermidade que acometeu Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Alguns acreditam que ele tenha sido vítima de “lepra deformante”. Por causa da doença, Aleijadinho perdeu alguns dedos das mãos e teve outros imobilizados. Para conseguir trabalhar, pedia que amarrassem o martelo e o cinzel às suas mãos. Aleijadinho não foi o único que ao longo da vida sofreu em virtude de problemas causados por enfermidades e acidentes. Cole Porter, Frida Kahlo e outros mitos da cultura também sofreram em virtude de acidentes. O que você verá nas próximas linhas é uma lista de personalidades que encararam limitações impostas pela vida, a começar pelo espanhol Cervantes.
Miguel de Cervantes perdeu o movimento da mão esquerda aos 24 anos numa batalha.
Castro Alves teve que amputar um dos pés em virtude de um ferimento de espingarda.
Em virtude de um acidente, a mitológica atriz francesa Sarah Bernhardt teve que amputar uma perna aos 71 anos de idade. Mesmo diante da tragédia, a atriz não esmoreceu. Continuou atuando e peregrinando em oturos campos da arte como a pintura, a escultura e a literatura.
A vida da pintora mexicana Frida Kahlo foi marcada por desgraças. Ainda criança, Frida ficou coxa em virtude de uma poliomielite. Mais tarde, quando já havia superado o problema, ela foi vítima de um acidente de ônibus que deixou sequelas pelo resto da vida. Começou a pintar seus quadros durante a convalescença. Seus auto-retratos expressam a dor e o sofrimento causados pelo acidente, além da dificuldade de levar uma gravidez até o final.
O pintor francês Toulouse-Lautrec sofreu dois acidentes seguidos na adolescência. No primeiro, quebrou uma perna e no segundo, ficou gravemente ferido da outra perna. Com o tempo, suas pernas acabaram se atrofiando e Lautrec parou de crescer. Na idade adulta, ele media 1,37 m de altura e tinha dificuldades de locomação.
Com as pernas quebradas devido a um acidente de cavalo, Cole Porter passou grande parte da vida com dificuldades de locomoção. A queda representou uma tragédia para o gênio da música norte-americana. Ao longo de 20 anos, Porter passou por cerca de 30 cirurgias. Com o tempo, uma das pernas teve que ser amputada. Com a auto-estima afetada, Porter passa seus últimos dias como um homem recluso e derpimido.
A pintora brasileira Anita Malfatti tinha um problema congênito no braço direito. Com os movimentos do braço e da mão limitados, Anita foi obrigada desde cedo a se tornar canhota. Era por isso que, em tom sarcástico, ela afirmava que ao invés de Malfatti, devia ser chamada de “Mal-feita”.
O inglês John Milton ficou totalmente cego aos 44 anos. Sem poder enxergar, o poeta viu-se obrigado a ditar seus versos para uma pessoa que o anotava.
Com Jorge Luís Borges as coisas não foram diferentes. Acometido por uma cegueira de origem hereditária, o escritor argentino passou por oito cirurgias nos olhos. Borges, um dos maioes escritores latino-americanos do século XX, chegou ao fim da vida completamente cego.
Outro grande gênio vitimado pela cegueira no final da vida foi o escritor irlandês James Joyce.
Haendel, um dos maiores compositores de todos os tempo, começou a perder a visão aos 66 anos. Quando faleceu, o autor de O Messias estava coma visão totalmente comprometida. Nem as três operações nos olhos serviram-lhe para recuperar a visão do compositor de origem alemã.
Homero, o autor dos célebres poemas Ilíada e Odisséia, era cego.
Tal como Borges, Joyce e outros, o português Camilo Castelo Branco também teve sérios problemas de visão. Ao se suicidar, em 1890, o escritor já não conseguia enxergar quase nada.
Devido ao um envenenamento causado pelo chumbo presente em alguns tipos de tinta, o pintor Goya passou parte da vida parcialmente cego e totalmente surdo.
Ao chegar na velhice, Edgar Degas também foi acometido por problemas de visão. Com a vista deteriorada, o pintor francês passou a trabalhar mais o tom “pastel” e a se dedicar a uma outra atividade: a escultura.
Contemporâneo e amigo de Degas, o também francês Claude Monet sofreu por causa da catarata. A evolução da doença teve grande influência na pintura de Monet. Ele deixou de pintar detalhes e muitas de suas obras pareciam mais pinturas abstratas.
Acometido pela surdez, Beethoven tinha dificuldades para escutar até os aplausos da platéia durante a apresentação de suas obras. Ao compôr sua Nona Sinfonia, o mestre da música já estava totalmente surdo.
Outro gênio da música que teve problemas auditivos foi o compositor brasileiro Ernesto Nazareth. A surdez evoluíra de tal forma que, no final da vida, para conseguir escutar suas próprias composições, ele precisava se debruçar sobre o piano.
Outro gênio da cultura universal que se tornou surdo foi o escritor Jonathan Swift.
Gustave Flaubert era epilético. Em virtude da doença, o autor de Madame Bovary e A Educação Sentimental passou boa parte da vida isolado em Rouen, a mesma cidade onde nasceu.
Outro que sofreu por causa da epilepsia era o escritor brasileiro Machado de Assis. Além de epilético, o autor de Memórias Póstumas de Brás Cubas era gago.
Fiodor Dostoievski também era epilético. Conta-se que ao longo da vida o escritor russo teve cerca de 400 crises convulsivas.
Segundo contam alguns biógrafos, o modo sensual de andar da norte-americana Marilyn Monroe - considerada um dos maiores mitos da história do cinema - devia-se em parte ao fato da atriz possuir uma perna mais curta do que a outra.
Alfred Hitchcock (diretor de clássicos como Psicose, Um Corpo que Cai e Os Pássaros) não tinha o umbigo.
Pouco se sabe a respeito do fabulista grego Esopo. Alguns dizem que além de ex-escravo, Esopo era corcunda e gago.
“Queixinho”, era esse o apelido do compositor Noel Rosa quando criança. As gozações foram motivadas por um defeito no maxilar causados por problemas no parto. Noel Rosa ficou com o queixo deformado no momento de seu nascimento.
(Trecho do livro Coisas de Gênio - Fatos pitorescos e curiosidades sobres os maiores gênios da cultura universal)
