9.6.08

DOENÇAS E DEFICIÊNCIAS


Ainda hoje há uma certa polêmica sobre a enfermidade que acometeu Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Alguns acreditam que ele tenha sido vítima de “lepra deformante”. Por causa da doença, Aleijadinho perdeu alguns dedos das mãos e teve outros imobilizados. Para conseguir trabalhar, pedia que amarrassem o martelo e o cinzel às suas mãos. Aleijadinho não foi o único que ao longo da vida sofreu em virtude de problemas causados por enfermidades e acidentes. Cole Porter, Frida Kahlo e outros mitos da cultura também sofreram em virtude de acidentes. O que você verá nas próximas linhas é uma lista de personalidades que encararam limitações impostas pela vida, a começar pelo espanhol Cervantes.


Miguel de Cervantes perdeu o movimento da mão esquerda aos 24 anos numa batalha.

Castro Alves teve que amputar um dos pés em virtude de um ferimento de espingarda.

Em virtude de um acidente, a mitológica atriz francesa Sarah Bernhardt teve que amputar uma perna aos 71 anos de idade. Mesmo diante da tragédia, a atriz não esmoreceu. Continuou atuando e peregrinando em oturos campos da arte como a pintura, a escultura e a literatura.

A vida da pintora mexicana Frida Kahlo foi marcada por desgraças. Ainda criança, Frida ficou coxa em virtude de uma poliomielite. Mais tarde, quando já havia superado o problema, ela foi vítima de um acidente de ônibus que deixou sequelas pelo resto da vida. Começou a pintar seus quadros durante a convalescença. Seus auto-retratos expressam a dor e o sofrimento causados pelo acidente, além da dificuldade de levar uma gravidez até o final.

O pintor francês Toulouse-Lautrec sofreu dois acidentes seguidos na adolescência. No primeiro, quebrou uma perna e no segundo, ficou gravemente ferido da outra perna. Com o tempo, suas pernas acabaram se atrofiando e Lautrec parou de crescer. Na idade adulta, ele media 1,37 m de altura e tinha dificuldades de locomação.

Com as pernas quebradas devido a um acidente de cavalo, Cole Porter passou grande parte da vida com dificuldades de locomoção. A queda representou uma tragédia para o gênio da música norte-americana. Ao longo de 20 anos, Porter passou por cerca de 30 cirurgias. Com o tempo, uma das pernas teve que ser amputada. Com a auto-estima afetada, Porter passa seus últimos dias como um homem recluso e derpimido.

A pintora brasileira Anita Malfatti tinha um problema congênito no braço direito. Com os movimentos do braço e da mão limitados, Anita foi obrigada desde cedo a se tornar canhota. Era por isso que, em tom sarcástico, ela afirmava que ao invés de Malfatti, devia ser chamada de “Mal-feita”.

O inglês John Milton ficou totalmente cego aos 44 anos. Sem poder enxergar, o poeta viu-se obrigado a ditar seus versos para uma pessoa que o anotava.

Com Jorge Luís Borges as coisas não foram diferentes. Acometido por uma cegueira de origem hereditária, o escritor argentino passou por oito cirurgias nos olhos. Borges, um dos maioes escritores latino-americanos do século XX, chegou ao fim da vida completamente cego.

Outro grande gênio vitimado pela cegueira no final da vida foi o escritor irlandês James Joyce.

Haendel, um dos maiores compositores de todos os tempo, começou a perder a visão aos 66 anos. Quando faleceu, o autor de O Messias estava coma visão totalmente comprometida. Nem as três operações nos olhos serviram-lhe para recuperar a visão do compositor de origem alemã.

Homero, o autor dos célebres poemas Ilíada e Odisséia, era cego.

Tal como Borges, Joyce e outros, o português Camilo Castelo Branco também teve sérios problemas de visão. Ao se suicidar, em 1890, o escritor já não conseguia enxergar quase nada.

Devido ao um envenenamento causado pelo chumbo presente em alguns tipos de tinta, o pintor Goya passou parte da vida parcialmente cego e totalmente surdo.

Ao chegar na velhice, Edgar Degas também foi acometido por problemas de visão. Com a vista deteriorada, o pintor francês passou a trabalhar mais o tom “pastel” e a se dedicar a uma outra atividade: a escultura.

Contemporâneo e amigo de Degas, o também francês Claude Monet sofreu por causa da catarata. A evolução da doença teve grande influência na pintura de Monet. Ele deixou de pintar detalhes e muitas de suas obras pareciam mais pinturas abstratas.

Acometido pela surdez, Beethoven tinha dificuldades para escutar até os aplausos da platéia durante a apresentação de suas obras. Ao compôr sua Nona Sinfonia, o mestre da música já estava totalmente surdo.

Outro gênio da música que teve problemas auditivos foi o compositor brasileiro Ernesto Nazareth. A surdez evoluíra de tal forma que, no final da vida, para conseguir escutar suas próprias composições, ele precisava se debruçar sobre o piano.

Outro gênio da cultura universal que se tornou surdo foi o escritor Jonathan Swift.

Gustave Flaubert era epilético. Em virtude da doença, o autor de Madame Bovary e A Educação Sentimental passou boa parte da vida isolado em Rouen, a mesma cidade onde nasceu.

Outro que sofreu por causa da epilepsia era o escritor brasileiro Machado de Assis. Além de epilético, o autor de Memórias Póstumas de Brás Cubas era gago.

Fiodor Dostoievski também era epilético. Conta-se que ao longo da vida o escritor russo teve cerca de 400 crises convulsivas.

Segundo contam alguns biógrafos, o modo sensual de andar da norte-americana Marilyn Monroe - considerada um dos maiores mitos da história do cinema - devia-se em parte ao fato da atriz possuir uma perna mais curta do que a outra.

Alfred Hitchcock (diretor de clássicos como Psicose, Um Corpo que Cai e Os Pássaros) não tinha o umbigo.

Pouco se sabe a respeito do fabulista grego Esopo. Alguns dizem que além de ex-escravo, Esopo era corcunda e gago.

“Queixinho”, era esse o apelido do compositor Noel Rosa quando criança. As gozações foram motivadas por um defeito no maxilar causados por problemas no parto. Noel Rosa ficou com o queixo deformado no momento de seu nascimento.

(Trecho do livro Coisas de Gênio - Fatos pitorescos e curiosidades sobres os maiores gênios da cultura universal)

3.6.08

MORTES TRÁGICAS E CURIOSAS


Não foram poucos os artistas, escritores e cantores que tiveram um fim trágico. Como veremos a seguir, a lista é longa e inclui nomes como Gaudí, Albert Camus, John Lennon e outros.

Gonçalves Dias, poeta brasileiro autor do famoso poema Canção do Exílio, morreu num naufrágio quando retornava de uma viagem à Europa.

O escritor Manuel Antônio de Almeida morreu aos 30 anos quando o navio em que estava naufragou no litoral do Rio de Janeiro.

Outro grande nome da cultura universal que morreu num naufrágio foi Percy Shelley. O poeta inglês morreu aos 29 anos num naufrágio na costa italiana.

O escritor francês Albert Camus faleceu em um acidente de carro a caminho de Paris.

Além de Albert Camus, outro gênio da cultura francês que morreu num acidente de automóvel foi o escultor Aristide Maillol.

Não menos trágico foi o destino da norte-americana Grace Kelly. A atriz e princesa de Mônaco perdeu a vida num acidente de automóvel.

Considerado um dos maiores mitos do cinema do século XX, o ator James Dean perdeu a vida quando dirigia seu carro a mais de 150 km/h numa estrada da Califórnia. O acidente fez com que Dean, de carreira meteórica no cinema, perdesse a vida aos 24 anos de idade.

Carlos Gardel, grande ícone da cultura de massas argentina, morreu em um acidente de avião em Medellín, na Colômbia.

Antoine de Saint-Exupery, autor francês que escreveu O Pequeno Príncipe, faleceu na queda do avião que pilotava no norte da África.
O compositor e trombonista norte-americano Glenn Miller, lendária figura de sua época, perdeu a vida num acidente de avião entre Londres e Paris. Nem os destroços do avião, nem os corpos dos ocupantes foram recuperados.

O cantor Ritchie Valens morreu vítima de um acidente aéreo quando, em virtude do mal tempo, a aeronave em que estava bateu numa montanha.

Pier Paolo Pasolini, diretor de cinema italiano, foi assassinado por um garoto de programa.

O Beatle John Lennon foi assassinado por um tiro à queima-roupa disparado por um fã. John Lennon morreu a poucos metros do prédio onde morava.

O poeta e dramaturgo espanhol Federico Garcia Lorca foi assassinado durante a Guerra Civil Espanhola.

O autor do clássico Os Sertões, Euclides da Cunha, morreu baleado pelo homem que se tornara amante de sua esposa.

O jornalista, escritor e humorista Leon Eliachar foi assassinado a mando de um fazendeiro com cuja esposa o humorista vinha mantendo um romance.

O assassinato do dramaturgo inglês Christopher Marlowe ocorreu durante uma briga numa taverna. Marlowe morreu muito jovem, aos 29 anos. Outra versão dá conta de que Marlowe foi morto durante uma orgia.

O pintor renascentista Rafael morreu aos 37 anos de idade vitimado pela peste.

A doença que matou Ticiano foi a mesma de Rafael. O pintor morreu vítima da peste que assolou a cidade de Veneza na década de 1575.

O arquiteto espanhol Gaudí morreu atropelado por um bonde.

O pintor futurista italiano Umberto Boccioni morreu em consequência da queda de um cavalo.
Durante muito tempo acreditou-se que Primo Levi tenha se suicidado. Hoje, a hipótese mais aceita é que a morte do escritor italiano tenha sido um acidente. Levi caiu no poço da escadaria do prédio onde morava.

Émile Zola, escritor francês, faleceu asfixiado pela fumaça devido a um entupimento na chaminé de sua casa.

O pintor brasileiro Cândido Portinari morreu intoxicado pelas tintas que utilizava para cômpor seus quadros.

A bailarina Isadora Duncan foi outra personalidade que teve uma morte banal e ao mesmo tempo trágica. A morte de Isadora ocorreu quando sua encharpe enroscou na roda traseira co seu carro e quebrou-lhe o pescoço.

Condenado à morte por uma falsa acusação de sacrilégio ou por ter zombado dos habitantes da cidade de Delfos, o fabulista grego Esopo terminou seus dias depois de ser jogado de um precipício.

Ésquilo, considerado por muitos o criador da tragédia grega, morreu ao ser atingido por uma tartaruga que uma águia deixara cair sobre sua cabeça.

(Trecho do livro Coisas de Gênio - Fatos pitorescos e curiosidades sobres os maiores gênios da cultura universal)