30.11.07

OS INTELECTUAIS E A 2ª GUERRA


O escritor alemão Günter Grass, que se celebrizou com o romance O Tambor, fez parte da Juventude Hitlerista e lutou no exército alemão na Segunda Guerra Mundial. Sua participação no regime nazista ainda pesa na biografia do escritor. Grass é até hoje acusado e repudiado como nazista.
Nas próximas linhas, você poderá ter uma idéia de quem foi e o que fizeram alguns icons da cultura universal durante a segunda grande guerra, a começar por Arturo Toscanini.

Durante a segunda guerra, Toscanini, que regera quase todas as grandes orquestras do mundo, se negou a reger na Itália e na Alemanha.

Marlene Dietrich recusou o convite de Adolf Hitler para ser uma espécie de atriz-símbolo do Terceiro Reich. A atriz alemã se naturalizou norte-americana e passou a fazer espetáculos (fez mais de 500) para animar as tropas aliadas.

Richard Strauss acabou se envolvendo, ainda que um tanto ingenuamente, com o regime nazista ao aceitar o cargo de presidente da Câmara de Música do Reich. Sua ligação com o regime nazista acabou sendo interrompida quando foi demitido por Goebbels. Pouco tempo depois, estouraria a Segunda Guerra Mundial.

O arquiteto alemão Walter Gropius, por pressão dos nazistas, foi obrigado a abandonar a Alemanha. Gropius foi para o Reino Unido e depois, para os Estados Unidos, onde fixou residência.

Morando em Berlim nos anos que antederam a guerra, Naum Gabo teve seu estúdio saqueado pelas tropas nazistas e foi obrigado a buscar refúgio em Paris.

Assim que estourou o conflito, o escritor James Joyce abandonou Paris, onde vivia, para buscar refugio no território neutro da Suiça.

Outro que foi obrigado a fugir de Paris no mesmo período foi o escritor Henry Miller. Ele retorna aos Estados Unidos, sua terra natal.

Perseguido pelos nazistas, o pintor Paul Klee acabou emigrando para a Suiça.

O pintor espanhol Joan Miró refugiou-se na Normandia, Espanha e fez várias viagens para os Estados Unidos na época do conflito.

Com a perseguição aos judeus promovida pelos nazistas Marc Chagall se refugiu nos Estados Unidos, só voltando à França em 1947.

Radicado na França, o pintor e fotógrafo Man Ray foi obrigado a voltar para os Estados Unidos, sua terra natal, durante a guerra que assolava a Europa.

Com a invasão da França pelos nazistas, Jean Renoir, filho do pintor Renoir, ser refugiou nos Estados Unidos.

Em 1938, fugindo do nazismo, Piet Mondrian foi para Londres, onde viveu até a cidade começar a ser bombardeada. Nessa época, exilou-se em Nova York.

Outra grande personalidade que se exilou nos Estados Unidos na época foi o compositor Bela Bartok.

Irlandês de nascimento, o dramaturgo Samuel Beckett era apaixonado por Paris. Talvez tenha sido por isso que, corajoso, ele permaneceu na cidade mesmo durante a ocupação alemã na segunda guerra.

Foi servindo à carreira diplomática em Hamburgo, na Alemanha, que Guimarães Rosa viu a ascensão do nazismo. Depois que o Brasil entrou na guerra, o autor de Sagarana, permaneceu detido na cidade até o término do conflito. Pouca gente sabe, mas Rosa e sua mulher ajudaram muitos judeus a fugirem das forças nazistas.

O pintor brasileiro Cícero Dias foi feito prisioneiro pelos alemães juntamente com seus compatriota Guimarães Rosa.

Aprisionado pela SS, o escritor italiano Primo Levi foi levado para o campo de concentração de Auschwitz, onde testemunhou os piores horrores da guerra. Levi sobreviveu à Auschwitz graças aos seus conhecimentos de química. Sua experiência no campo de concentração serviu de inspiração para boa parte de sua obra.

Na época da segunda guerra, o fotógrafo Henri Cartier-Bresson, que servia no exército francês, foi capturado e feito prisioneiro pelos alemães num campo de concentração. Após fugir das tropas nazistas, Cartier-Bresson se juntou à Resistência francesa.

Oficial do exército francês durante a guerra, André Malraux também foi capturado e feito prisioneiro pelas forças alemãs. Depois de uma fuga, Malraux acabou se unindo à resistência francesa. Ao terminar o conflito, ele trabalhou como assessor do general Charles De Gaulle.

Kurt Vonegut Jr. largou a universidade para se alistar no exército dos Estados Unidos. Feito prisioneiro pelos nazistas, o escritor sobreviveu ao histórico bombardeio da cidade de Dresden.

Marguerite Duras, escritora, cineasta e teatróloga francesa, engajou-se na Resistência contra os nazistas durante segunda grande guerra.

Outro que participou da Resistência foi o dramaturgo e escritor François Mauriac.

Além de colaborar na luta contra os nazistas, o escritor e dramaturgo Albert Camus foi incentivador e colaborador de um jornal de resistência chamado Combat.

Italo Calvino também participou da resistência ao fascismo.
Durante a guerra, o cineasta Roberto Rosselini fazia propaganda oficial ao mesmo tempo em que, às escondidas, registrava as atividades da resistência.

Na época da segunda guerra, Graham Greene (autor de Os Farsantes, O Poder e a Glória e O Americano Tranquilo) trabalhou como guarda de alerta aéreo contra os bombardeios-surpresa sobre Londres.

Outra personalidade que vigiou o espaço aéreo durante o conflito foi o pintor Francis Bacon.

Na época dos bombardeios sobre Londres, Henry Moore foi contratado para fazer desenhos da população londrina nos abrigos contra ataques aéreos noturnos. Foi nesse período que o artista criou a série Desenhos do Abrigo.

O escritor Antonio Callado, que viveu na Londres da década de 1940, foi testemunha dos bombardeios da cidade pela aviação nazista.

George Orwell (de A Revolução dos Bichos e 1984) trabalhou como correspondente de guerra para a BBC de Londres.

Em 1944, quase no final da Segunda Guerra Mundial, a escritora Clarice Lispector serviu num hospital da Força Expedicionária Brasileira em Nápoles, na Itália.

Na mesma época, o escritor Rubem Braga foi para a Itália trabalhar como correspondente de guerra.

Norman Mailer lutou na campanha norte-americana do Pacífico durante a segunda grande guerra.

O escritor norte-americano J. D. Salinger, de O Apanhador no Campo de Centeio, participou como soldado da invasão da Normandia no Dia D - que marcou o início do fim da Segunda Guerra Mundial.

O ator Humphrey Borgart foi outro que serviu à Marinha dos Estados Unidos na época da segunda grande guerra.
Já o escritor Irving Wallace serviu na Força Aérea norte-americana.

Alexander Soljenitisin lutou no exército soviético durante a Segunda Guerra Mundial.

Dashiell Hammet alistou-se no Exército norte-americano e foi sargento da Divisão de Ambulâncias Motorizadas.

Assim como muitos colegas norte-americanos, o pintor Roy Liechtestein também participa como soldado de várias frentes de batalha na Europa.

Na mesma ocasião, Ian Fleming trabalhou em missões perigosas como agente secreto do Serviço de Inteligência da Marinha Britânica.

A cantora Edith Piaf se apresentava unicamente para prisioneiros franceses. Na ocasião, ela colaborou na fuga de muitos prisioneiros de guerra.

Durante a segunda guerra, o compositor e trombonista Glenn Miller serviu no Exército dos Estados Unidos, onde alcançou o posto de capitão. Mais tarde, Miller acabou trabalhando como diretor da banda da Força Aérea norte-americana na Europa. Miller morreu na queda de um avião.

Antoine de Saint-Exupéry serviu como piloto na aviação aliada. O autor do clássico O Pequeno Príncipe participou de diversas missões perigosasa na segunda grande guerra. Sua morte prematura ocorreu com a queda de seu avião no litoral da França.

(Trecho do livro Coisas de Gênio - Fatos pitorescos e curiosidades sobres os maiores gênios da cultura universal)

23.11.07

CERVANTES, CURIOSIDADES


Para quem leu ou Dom Quixote ou não e gostaria de saber detalhes sobre a vida do autor, ai vão algumas curiosidades a respeito de Miguel de Cervantes.

Por ter a mão esquerda deformada – consequência de um ferimento durante os anos em que viveu como soldado -, o escritor espanhol Miguel de Cervantes foi chamado de El Manco de Lepanto. Ao perder o movimento da mão, Cervantes contava apenas 24 anos.

Ao publicar a primeira parte do romance Dom Quixote, Cervantes tinha 57 anos.

O romance fez tanto sucesso na época da publicação que um anônimo escreveu uma segunda parte apócrifa do romance.

Dom Quixote e se fiel escudeiro Sancho Pança formaram uma das duplas mais conhecidas do universo literário mundial.

No período em que trabalhou como coletor de impostos, caiu sobre Cervantes a acusação de desfalque. Por conta dessa acusação, o criador de Quixote e Sancho foi obrigado a cumprir pena de prisão.

Cervantes despediu-se da vida recolhido num convento, pobre, esquecido e sem amigos.

1.11.07

NOTÍCIAS DE ALÉM-TÚMULO


Você sabia que, depois de morto, Moliére, um dos maiores dramaturgos de todos os tempos, teve seus restos atirados ao lixo? Além dessa, você poderá conferir algumas curiosidades sobre a morte e pós-morte de alguns dos maiores mestres e ídolos da cultura mundial, nas linhas a seguir.

Assassinado durante a Guerra Civil Espanhola, o poeta e dramaturgo Federico Garcia Lorca teve o corpo enterrado numa vala comum, onde repousa até hoje.

Passados 11 anos de sua morte, descobriu-se que a cabeça do compositor Haydn havia desaparecido. O crânio de Haydn só foi encontrado 86 anos depois de seu falecimento.

O túmulo do ex-líder do grupo de rock The Doors, Jim Morrison, é, até hoje, um dos mais visitados do cemitério Pere-Lachaise, de Paris. Os milhares de fãs que o visitam todos os anos costumam depositar flores, cartas e até uísque na sepultura. Por conta disso, a administração do cemitério ameaçou várias vezes despejar Jim Morrison do local.

Centenas de pessoas costumam se reunir no Central Park, em Nova York, para lembrar a morte do músico John Lennon. O encontro sempre ocorre no início de dezembro, em frente ao prédio onde Lennon foi assassinado. Os fãs depositam flores, acendem velas e cantam os maiores sucessos do cantor.

O funeral de Victor Hugo foi um dos mais impressionantes que a França já viu. O corpo foi velado sob o Arco do Triumfo e o cortejo acompanhado por mais de um milhão de pessoas. O panteão dos heróis da França foi reaberto para receber os restos mortais do escritor que na época era considerado um herói nacional.

O Brasil inteiro se comoveu com o súbito falecimento da cantora Carmen Miranda. O velório e o enterro foram acompanhados por cerca de 500 mil pessoas. Enquanto chorava e lamentava a morte de Carmen, o povo cantava na surdina os principais sucessos da cantora. A multidão era tamanha que, passado o enterro, 75 sepulturas do cemitério ficaram danificadas.

Anos antes, o Brasil chorou a morte repentina e trágica do cantor Francisco Alves. Considerado um dos maiores ídolos populares da primeira metade do século XX, Francisco Alves causou comoção de norte a sul, de leste a oeste com a notícia de sua morte. Mais de 200 mil pessoas acompanharam o velório do cantor na Câmara Municipal da cidade do Rio de Janeiro. O cortejo até o cemitério São João Batista também reuniu multidões.

As pompas fúnebres da cantora lírica Maria Callas foram acompanhadas por milhares de pessoas. Enquanto o cortejo percorria as ruas de Paris, centenas de admiradores saudaram-na da maneira que a cantora mais gostava: “Brava Maria! Brava Callas!”. Depois de cremada, as cinzas da cantora, de origem grega, foram jogadas no Mar Egeu.

Outra morte que causou comoção (e até histeria) foi a de Rodolfo Valentino. Ao tomarem conhecimento que Valentino tinha falecido, centenas de pessoas se aglomeraram na frente ao hospital onde ele estava internado. Mulheres entraram em desespero, algumas tentaram o suicídio. Valentino foi homenageado por Hollywood e por cerca de 100 mil pessoas. Conta-se que todos os anos, religiosamente, no aniversário da morte do ator, uma dama de negro costumava depositar flores em seu túmulo.

Atendendo ao desejo do compositor, o corpo de Chopin foi enterrado na França com terra polonesa e seu coração enviado para Varsóvia. Chopin nasceu no interior da Polônia, terra que amava tanto quanto a França, onde viveu grande parte de sua vida.

Oito milhões de cópias dos discos de Elvis Presley se esgotaram em apenas cinco dias após sua morte, ocorrida em agosto de 1977.

O túmulo do cantor Elvis Presley é um dos mais visitados do mundo. No aniversário de sua morte, milhares de fãs acorrem à mansão onde Elvis viveu para prestar homenagens ao Rei do Rock. O local é preservado como um santuário. A devoção chegou a tal ponto que alguns acreditam que esteja surgindo uma nova religião com Elvis Presley como objeto de culto.

Ainda sobre Elvis Presley: 7% dos norte-americanos acreditam que Elvis, o maior nome do rock de todos os tempos, continua vivo.

(Trecho do livro Coisas de Gênio - Fatos pitorescos e curiosidades sobres os maiores gênios da cultura universal)