
Dizem que de perto, ninguém é normal. Todo mundo, desde o sujeito anônimo até o mito do cinema, desde o homem simples ao gênio da literatura tem suas manias. No texto a seguir, você saberá quais as excentricidades e esquisitices de personalidades do calibre de Gaudí. Aliás, você sabia que o genial Gaudí era tão desleixado com suas roupas que muitas vezes chegou a ser confundido com um mendigo?
O pintor René Magritte foi visto em inúmeras ocasiões vestindo chapéu-coco e capa, trajes comuns em muitos de seus quadros.
Quando tinha algum compromisso à noite, o pintor Cândido Portinari vestia suas melhores roupas logo pela manhã para não ter o trabalho de se arrumar depois. Era comum encontrá-lo elegantemente de smoking de pincel na mão e compenetrado em seus quadros.
Uma das manias do pintor Alfredo Volpi era pintar descalço e sem camisa. Além disso, Volpi costumava fabricar suas próprias tintas utilizando, entre os ingredientes, gema e clara de ovos.
O grande Victor Hugo costumava pedir ao criado que lhe escondesse as roupas; desse modo, não tendo o que vestir, podia ficar em casa para escrever.
Clarice Lispector só começava a escrever após fumar um cigarro. A escritora naturalizada brasileiro fumava tanto que, num certo dia, sem querer, botou fogo na própria casa. Outro hábito de Clarice era o de escrever com a máquina datilográfica no colo.
Afirmam que, enquanto escrevia, George Sand fumava charutos. Certa vez, a autora de Indiana, adquiriu um estoque de dez mil charutos só para garantir que continuaria escrevendo. Sua fama, no entanto, devia-se mais ao fato de se vestir como homem do que ao vício do tabaco.
Outro ícone que não vivia sem um charuto era o compositor e maestro Tom Jobim. Maior intérprete do megasucesso Garota de Ipanema, Tom costumava compôr e ensaiar com um charuto na mão.
Outro maestro e compositor que não passava sem um charuto era o também brasileiro Heitor Villa-Lobos.
O tenor Enrico Caruso, um dos maiores mitos operísticos de todos os tempos, fumava dois maços de cigarro por dia. Assim, não teve jeito, foi o tabagismo que acabou levando-o à morte por infecção pulmonar.
Nos meses mais quentes do ano, Bela Bartók tinha o hábito de compôr nu enquanto tomava sol deitado num tapete.
Mário de Andrade também tinha as suas manias. O autor de Macunaíma e Paulicéia Desvairada era obcecado por cartas. Mário respondia a todas as cartas que recebia. Detalhe: nos seus pouco mais de 50 anos, ele recebeu sete mil correspondências.
Esquísita mesmo era a mania de Beethoven de despejar água gelada na cabeça. Dizia o nobre compositor que não existia coisa melhor para estimular a imaginação do que água fria.
Antonin Dvorák era fascinado por trens. O compositor nascido onde hoje é a República Tcheca tinha o hábito de visitar a estação Franz-Joseph, em Praga, para ver as locomotivas e trocar idéias com os maquinistas.
O poeta Pablo Neruda colecionava de quase tudo: conchas, navios em miniatura, garrafas e bebidas, máscaras, cachimbos, insetos, quase tudo que lhe dava na cabeça.
O hobby de Maurice Ravel era colecionar caixinhas de músicas e relógios. O autor de Bolero também era fanático por brinquedos.
Pedro Nava tinha o estranho hábito de parafusar os móveis de sua casa para que ninguém os tirasse do lugar.
Enquanto um tinha mania de “colar” os móveis, outro mantinha o hábito de levar objetos pessoais para onde quer que fosse. Com Cole Porter era assim: quando viajava, incluía aparelhos de jantar, prataria, cristais e até quadros de pintores famosos, como Renoir, na bagagem. Era mala que não acabava mais!
Vivendo sozinho, o compositor Erik Satie não permitia de modo algum que ninguém entrasse em seu quarto.
Vladimir Maiakóvski tinha o que atualmente chamamos de Transtorno Obsessivo-compulsivo (TOC). O poeta russo tinha mania de limpeza e costumava lavar as mãos diversas vezes ao dia, numa espécie de ritual repetitivo e obsessivo.
A preocupação excessiva com doenças fazia com que o escritor de origem tcheca Franz Kafka usasse roupas leves e só dormisse de janelas abertas – para que o ar circulasse -, mesmo no rigoroso inverno de Praga.
O compositor francês Berlioz gostava de reger suas próprias obras em concertos monumentais, alguns com mais de 800 músicos.
Ninguém, no entanto, gostava de ensaiar mais do que Gustave Mahler. Intermináveis e repetitivos, seus ensaios costumavam estafar e revoltar os músicos que o acompanhavam.
Francis Bacon (não o filósofo, mas o pintor moderno) era obcecado por cadáveres, corpos mutilados e pedaços de carne. Quem conhece bem a obra do irlandês sabe o quanto ele apreciava usar pedaços de animais como modelos para seus quadros.
(Trecho do livro Coisas de Gênio - Fatos pitorescos e curiosidades sobres os maiores gênios da cultura universal)
5 comentários:
Interessantíssimo amigo!
Saber que gênios também tem suas esquisitices deixa-nos mais relaxados em relação às nossas esquisitices! Rss!
Muito divertida esta tua postagem!
Teu blob é "10"!!
Abração!
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