9.11.06

A PRIMEIRA GUERRA E OS INTELECTUAIS





A primeira grande guerra foi um conflito que se estendeu de 1914 a 1918. Foi o primeiro conflito com batalhas aéreas. Também foi o primeiro em que houve a utilização maciça de armas químicas. A maior parte das batalhas ocorreu no norte e centro da Europa, estendendo-se do Mar do Norte até a França. Apenas 5% dos mortos foram civis.
Acredita-se que o estopim da guerra tenha sido o assassinato do herdeiro do trono austro-húngaro, o arquiduque Francisco Ferdinando. A verdade é que esse foi “apenas” o estopim. Houveram outras causas, entre nacionalismos ferrenhos e disputas territoriais.
O que marcou a Primeira Guerra Mundial foram os conflitos nas trincheiras e a utilização de novas armas de guerra. Entraram em cena invenções recentes como o avião e os tanques de guerra.
O poeta, dramaturgo e romancista italiano Gabrielle D’Annunzio participou como militar na guerra. Enquanto o pintor Paul Klee lutava no exército alemão e o escultor Henry Moore servia na artilharia britânica durante o conflito. J. R. R. Tolkien contraia a chamada “febre da trincheira”, uma enfermidade comum em locais com pouca higiene. Já William Faulkner, escritor norte-americano ganhador do Prêmio Nobel de literatura de 1949, participou da guerra como aviador.
O cienasta francês Jean Renoir, o artista plástico Georges Braque e o pintor de origem grega Giorgio de Chirico foram gravemente feridos ao lutarem na primeira guerra. Apesar dos ferimentos na cabeça, Braque sobreviveu.
Vivendo na Suiça , país considerado neutro, Herman Hesse engajou-se em atividades contra o militarismo alemão e trabalhou num jornal para prisioneiros de guerra. Para evitar ser convocado pelo exército de seu país, o escultor russo Naum Gabo se refugiou na Noruega na época da primeira guerra.
Na época, o jovem Bertold Brecht interrompeu seus estudos para servir como enfermeiro no conflito. Além de Brecht, quem também trabalhou atendendo feridos de guerra foi a escritora Agatha Christie, o pintor Max Beckman, o escritor Ernest Hemingway, o “multimídia” Jean Cocteau e o poeta E. E. Cummings (os três últimos serviram no corpo de ambulâncias)
Quando os Estados Unidos entraram na Primeira Guerra Mundial, Charles Chaplin usou sua popularidade para, juntamente com amigos, vender bônus de guerra. Durante o conflito o músico Irving Berlin gastava boa parte do seu tempo fazendo shows para animar as tropas norte-americanas e a atriz Sarah Bernhardt se ocupava com peças e perfomances para distrair as tropas francesas.


(Trecho do livro Coisas de Gênio - Fatos pitorescos e curiosidades sobres os maiores gênios da cultura universal)

7.11.06

CARREIRAS TRAGICAMENTE INTERROMPIDAS


O que tem em comum Gonçalves Dias, Manuel Antônio de Almeida e Percy Shelley? Todos morreram em naufrágios. Gonçalves Dias (autor do célebre poema Canção do Exílio), por exemplo, afogou-se quando retornava de uma viagem à Europa. Além deles, outros escritores, pintores e músicos tiveram a carreira interrompida de maneira trágica, como veremos a seguir:

O escritor francês Albert Camus faleceu em um acidente de carro.

Outro gênio da cultura francesa que perdeu a vida num acidente de automóvel foi o escultor Aristide Maillol.

Não menos trágico foi o destino da norte-americana Grace Kelly. A atriz e princesa de Mônaco perdeu a vida num acidente automobilístico.

Considerado um dos maiores mitos do cinema do século XX, o ator James Dean perdeu a vida quando dirigia seu carro a mais de 150 Km/h numa estrada do Estado da Califórnia.

Carlos Gardel, grande ícone da cultura de massas argentina, morreu emum acidente de avião em Medellín, na Colômbia.

Antoine de Saint-Exupery, autor francês que escreveu o clássico O Pequeno Príncipe, faleceu na queda do avião que pilotava no norte da África. Os restos do avião só foram encontrados quase 60 anos depois.

O cantor Ritchie Valens (quem não se lembra do filme La Bamba, baseado na sua vida?) morreu vítima de um acidente aéreo quando o avião em que estava bateu numa montanha.

O compositor e trombonista norte-americano Glenn Miller perdeu a vida num acidente de avião no Canal da Mancha, quando fazia um vôo entre Paris e Londres.

Pier Paolo Pasolini foi assassinado por um garoto de programa.

O Beatle John Lennon foi assassinado por um tiro disparado por um fã na porta do prédio onde morava.

O autor do clássico Os Sertões, Euclides da Cunha, morreu baleado pelo homem que se tornara amante de sua esposa.

O escritor, jornalista e humorista Leon Eliachar foi assassinado a mando de um fazendeiro com cuja esposa ele vinha mantendo um romance.

(Trecho do livro Coisas de Gênio - Fatos pitorescos e curiosidades sobres os maiores gênios da cultura universal)