19/11/09

CURIOSIDADES CIENTÍFICAS


O astrônomo dinamarquês Tycho Brahe (1546-1601) usava uma espécie de prótese no nariz. Tycho havia perdido parte do nariz em um duelo de espadas quando era estudante. Alguns biógrafos afirmam que ele usou uma prótese de ouro e prata. Análises em sua tumba revelaram, no entanto, que ela podia ter sido de cobre. Mas não importa se ele usou ou não prótese. Importante é que Tycho foi um grande ser humano e um dos maiores astrônomos de sua época. Suas análises dos movimentos dos planetas ajudaram Kepler a determinar o movimento desses corpos.
Nas próximas linhas, você poderá conferir curiosidades curiosidades sobre alguns dos maiores cientistas de todos os tempos.


O astrônomo polonês Nicolau Copérnico (1473-15430, que desenvolveu a Teoria Heliocêntrica, era cônego da igreja católica, médico e astrólogo.

O italiano Galileu Galilei (1564-1642)era um prodígio da ciência. Galileu desenvolveu estudos do movimento dos pêndulos, enunciou o princípio da inércia, melhorou o telescópio refrator, descobriu as manchas solares, pesquisou as fases de Vênus, desenvolveu a balança hidrostática, descobriu quatro luas de Júpiter, vizualizou as montanhas da Lua e… ufa!!!... contribuíu no desenvolvimento da Teoria Heliocêntrica.

Sir Isaac Newton (1643-1727), o cientista que formulou a Lei da Gravitação Universal, era simpatizante dos rosacruzes. Newton tinha amplo interesse no ocultismo, na alquimia e no estudo do apocalipse, chegando a calcular a data aproximada do fim do mundo.

Blaise Pascal contribuiu decisivamente para a criação de dois novos ramos da matemática: a geometria projetiva e a teoria das probabilidades. Fez também importantes estudos de física e química. Pascal tinha forte influência religiosa, chegando a publicar livros filosóficos-religiosos.

Sugerida pelo francês Joseph-Ignace Guilhotin (1738-1814), a guilhotina foi amplamente usada durante a Revolução Francesa. Calcula-se que 15 mil pessoas tenham sido guilhotinadas entre os anos de 1792 e 1799. Uma das mais famosas vítimas foi o químico Lavoisier (1743-1794). Alieas, foi Antoine-Laurent de Lavoisier quem descobriu que a água era composta por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio e não era uma substância primordial – como acreditava o grego Aristóteles.

A cientista Marie Curie (1867-1934) nasceu na Polônia (que na época fazia parte do império russo), sendo batizada como Maria Sklodowska. Casou-se com o cientista Pierre Curie, de quem adotou o nome e foi a primeira mulher a ser laureada com um Prêmio Nobel. Detalhe: ela também foi a primeira pessoa a ganhar dois prêmios Nobel, o de física e o de química.

O físico Albert Einstein (1879-1955) estava longe de ser um gênio precoce. A dificuldade do pequeno Albert para aprender era tamanha que seus pais estava convencidos de que ele tinha algum tipo de retardamento mental.

O naturalista Charles Darwin (1809-1882) sempre quiz ser médico – um clínico geral, talvez -, mas acabou optando pela biologia. O motivo? Darwin não suportava ver sangue.

Influenciado pela obra de Darwin, Francis Galton (1822-1911) formulou o conceito de eugenia e estudou a hereditariedade da inteligência humana. Galton acreditava na superioridade genética do “branco europeu” diante dos demais povos. Suas teorias influenciaram, ao longo do tempo, diversos grupos racistas. Curiosamente, foi o estudo da genética que desmentiu sua teoria.

O telescópio especial Hubble recebeu esse nome em homenagem ao astrônomo norte-americano Edwin Powell Hubble (1889-1953). Foi Hubble quem descobriu que as galáxias estão se afastando umas das outras e sugeriu que o universo podia estar se expandindo.

Edwin Hubble formou-se em Direito, mas abandonou a profissão de advogado para se dedicar à matemática e astronomia. Hubble também foi um excelente atleta, chegando a quebrar o recorde de salto em altura pelo estado de Illinois.

Considerado um dos maiores cosmologistas da atualidade, o inglês Stephen Hawking (1942-) é portador da esclerose lateral amiotrófica, doença degenerativa descoberta aos 21 anos e que foi, pouco a pouco, limitando seus movimentos. Em virtude de seus estudos nas áreas de termodinâmica, relatividade e gravidade quântica, Hawking se transformou em um dos cientistas mais populares do final do século XX. Escrito por Hawking, o livro O Universo Numa Casca de Noz foi best-seller em diversos países, inclusive no Brasil.

A popularidade do cientista Stephen Hawking é tamanha que um asteróide (o Hawking 7672) foi batizado com seu nome. Ele emprestou a voz para uma das músicas do disco The Division Bell, do grupo de rock progressivo Pink Floyd e participou de seriados (Star Trek – A Nova Geração) e desenhos animados (Os Simpsons, O Laboratório de Dexter e Futurama).

06/11/09

JIMI HENDRIX, JANIS JOPLIN, RITCHIE VALENS: MORTES PREMATURAS


O guitarrista norte-americano Jimi Hendrix e a cantora Janis Joplin morreram jovens. Mas, de todos os ícones da cultura mundial, talvez nenhum tenha morrido tão prematuramente como o norte-americano Ritchie Valens. O cantor faleceu num acidente de avião aos 17 anos de idade. Nas próximas linhas você verá uma relação de pessoas famosas que, assim como ele, morreram antes dos 40 – alguns, no auge da fama.

O poeta brasileiro Álvares de Azevedo viveu apenas 21 anos. Sua obra A Lira dos Vinte Anos foi publicada um ano após sua morte.

Castro Alves, autor do célebre poema O Navio Negreiro morreu de tuberculose aos 24 anos

O ator James Dean, considerado um dos maiores símbolos do cinema norte-americano também morreu prematuramente. Na época de sua morte, James Dean contava 24 anos de idade.

O compositor Noel Rosa morreu aos 26 anos.

O guitarrista Jimi Hendrix, um dos maiores mitos do rock, faleceu cedo, aos 27 anos de idade.

Também foi aos 27 anos que morreu a cantora norte-americana Janis Joplin.

Jim Morrison, cantor do grupo The Doors e ícone da cultura pop mundial, morreu com a mesma idade de Jimi Hendrix e Janis Joplin, aos 27 anos.

Outro que partiu jovem foi Kurt Cobain - líder da banda Nirvana -, que se suicidou aos 27 anos.

Percy Shelley, marido da escritora Mary Shelley, faleceu com 29 anos de idade.

Também foi aos 29 anos que o artista plástico Jean-Michel Basquiat morreu.

Outro poeta brasileiro que faleceu jovem foi Augusto dos Anjos. Foi aos 30 anos, vítima de uma doença no pulmão.

Manuel Antônio de Almeida, autor de Memórias de Um Sargento de Milícias, viveu apenas 3 décadas. O escritor brasileiro morreu aos 30 anos.

Rodolfo Valentino, ator de origem italiana, morreu no auge da fama, aos 31 anos de idade.

Considerado um dos maiores compositores clássicos de todos os tempos, o austríaco Franz Schubert morreu quando tinha 31 anos.

Cazuza, um dos maiores nomes do rock brasileiro, faleceu de aids ainda jovem, aos 32 anos de idade.

Vladimir Maiakovski também teve vida curta. O poeta russo contava 33 anos na época de sua morte.

A atriz Marilyn Monroe também teve vida curta. Marilyn veio a falecer repentinamente, com a idade de 36 anos.

A morte do pintor renascentista Rafael ocorreu quando ele tinha por volta de 37 anos.

O pintor francês Henri de Toulouse-Lautrec foi outro que faleceu antes dos 40. Na época de sua morte, Toulouse-Lautrec contava 37 anos.

O cantor Bob Marley, um dos precursores do reggae, morreu de câncer quando contava 37 anos de vida.

O poeta Arthur Rimbaud viveu o mesmo número de anos que Watteau, Marley, Rafael e Toulouse-Lautrec: 37.

O compositor Antonio Vivaldi também teve uma rápida passagem por esse mundo. Vivaldi perdeu a vida quando tinha 38 anos.

George Gershwin, um dos maiores compositores norte-americanos de todos os tempos, tinha 39 anos na época de seu falecimento.

O grande compositor franco-polonês Frederic Chopin viveu até os 39 anos.

Ao desaparecer em um acidente de avião, o músico norte-americano Glen Miller tinha 40 anos de idade.

A morte trágica do dramaturgo e poeta espanhol Federico Garcia Lorca aconteceu quando ele tinha 40 anos. Garcia Lorca morreu assassinado.

O suicídio do escritor norte-americano Jack London ocorreu quando ele contava 4 décadas de vida.

E finalmente, o consagrado poeta e contista Edgar Allan Poe morreu moribundo aos 40 anos.

23/10/09

SOBRE A DISNEY E O DISNEY


Walter Elias Disney nasceu na cidade Chicago (IL) em 5 de dezembro de 1901 e morreu em 15 de dezembro de 1966 em Los Angeles Califórnia, vítima de câncer. Disney foi o maior empresário da indústria do entretenimento mundial. Deixou um legado incorporado em estúdios de animação, produtora de filmes e parques de diversões. Após sua morte, o grupo Disney foi tocado por seu irmão Roy. Mas, o que nem Walt, nem Roy imaginaram é que a Disney se transformaria num grande conglomerado de diversão, abrangendo estúdios de animação em computador, revistas em quadrinhos, distribuidora de filmes etc.
Nas próximas linhas, você poderá conferir algumas curiosidades sobre Walt Disney e a empresa por ele criada.


Quando jovem, tentou alistar-se no Exército dos Estados Unidos, mas, como não havia atingido a maioridade exigida, foi recusado. Frustrado, Disney se inscreveu no Corpo de Ambulâncias da Cruz Vermelha e foi enviado para a França, onde passou um ano.

Sua carreira no cinema começou não como animador, mas como ilustrador de cartazes de filmes.

Disney fundou com o irmão Roy Disney e o amigo Ub Iwerks, uma produtora chamada Laugh-on-Gram, que animava contos de fadas. Aliás, dizem que foi Ub Iwerks quem fez o primeiro esboço de um ratinho chamado Mortimer.

Segundo alguns biógrafos, Ub Iwerks, sentindo-se lesado por Disney, teria se demitido da empres dois anos após a criação de Mickey. Ele, porém, voltaria anos mais tarde, quando Disney já era famoso e rico.

Mickey Mouse só não ganhou as telas como Mortimer por que a esposa de Disney não gostou do nome do personagem.

O primeiro longa animado da Disney foi Branca de Neve e os Sete Anões, desenho que demorou três anos para ficar pronto. O orçamento, que no início era de 150 mil dólares, saltou para 1,5 milhões de dólares.

Disney não só ganhou um Oscar pelo desenho Branca de Neve, como levou outras sete mini-estatuetas representando os setes anões. Quem entregou o prêmio foi a atriz mirim Shirley Temple.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Walt Disney foi informante do FBI. Consta que, durante a perserguição às bruxas nos anos 50, Disney delatou inúmeras pessoas à Comissão de Atividades Antiamericanas por serem comunistas.

Em 1944, Disney sugeriu uma parceria ao pintor Salvador Dali. Entusiasmado, Dali chegou a se instalar nos estúdios de Disney, mas o projeto acabou não vingando.

Na época da Segunda Guerra, o governo dos Estados Unidos usou Walt Disney como embaixador daquele país na América Latina. O receio era de que os países latino-americanos se aliassem ao eixo. Disney chegou a vir ao Brasil como representante dos Estados Unidos. Essa espécie de política de boa vizinhança repercutiu na criação do personagem Zé Carioca.

Na década de 50, Disney produziu um filme baseado em 20.000 Léguas Submarinas, de Júlio Verne.

O filme Mary Poppins, que misturava pessoas reais com animação, concorreu ao Oscar em 14 categorias. Mary Poppins levou cinco estatuetas, entre elas a de melhor atriz.

A Disneylândia, o primeiro parque da Disney, foi inaugurada em 1955 em Anaheim, na Califórnia. A Disneyworld foi inaugurada em 1971, cinco anos após a morte de Walt Disney.

Atualmente, a Walt Disney Company é o maior conglomerado de mídia e entretenimento do mundo. Além dos parques temáticos(Disneyland, Disneyworld, Epcot e outros) a Disney engloba emissoras de TV como ABC e ESPN, estúdios de animação como Pixar e empresas de quadrinhos como a Marvel (adquirida pela Disney em 2009).

Quando foi lançado, o longa Fantasia não recebeu o apoio da crítica. O público, então, quase o ignorou. Fantasia, no entanto, foi um grande sucesso quando lançado em VHS nos anos 90.

A trilha sonora de Fantasia foi planejada e feita com composições clássicas. Os compositors cujas músicas foram inseridas no longa foram: Beethoven, Schubert, Tchaikovsky, Mussogrsky e Stravinsky, entre outros. Na época de seu lançamento, Stravinsky era o único compositor vivo.

02/10/09

CURIOSIDADES SOBRE HENRI MATISSE


Quando se fala em arte do século XX, as pessoas normalmente lembram de Pablo Picasso. Nenhum artista teve seu nome vinculado ao vanguardismo tanto quanto Picasso. Mas há outros, tão geniais quanto o gênio espanhol. Henri Matisse é um deles. Nascido na França, Matisse foi representante de um movimento chamado Fauvismo. Ele rejeitava a luminosidade dos impressionistas e apreciava o pleno uso da cor. Aliás, ninguém trabalhou a cor melhor que Matisse.
Para saber mais sobre Henri Matisse, tema de uma excelente exposição na Pinacoteca de São Paulo no segundo semestre de 2009, confira as curiosidades abaixo.


O francês Henri Matisse nasceu na região de Cateau-Cambrésis em 31 de dezembro de 1869.

Matisse estudou direito, só vindo a se dedicar a arte após um período de convalescença.

Os primeiros anos de casamento de Matisse foram realmente duros. Para complementar o orçamento familiar, sua esposa Amélie Parayre confeccionou chapéus. Matisse, por sua vez, trabalhou como assistente de cenógrafo.¬¬

Uma das primeiras pessoas a incentivar e investir na arte de Henri Matisse foi a escritora Gertrude Stein. Amiga de artistas e intelectuais, Stein foi uma das maiores agitadoras culturais européias do início do século XX.

Sua primeira exposição individual ocorreu em 1904, no Grand Palais. Na época, contava 35 anos de idade.

Matisse conheceu Picasso, Paul Signac e Gustave Moreau, vindo a ingressar no ateliê de Moreau.

Além de pintor e escultor, Matisse foi um excelente ilustrador. Além de ilustrar uma edição de As Flores do Mal, de Baudelaire, foi ilustrador de Ulisses, de James Joyce.

Fez figurinos e cenários para uma montaem teatral do clássico O Vermelho e o Negro, de Stendhal.

Matisse nunca parou de pintar, mesmo quando estava enfermo e de cama. Ele fixava lascas de carvão na extremidade de varas e rabiscava as paredes da suite do hotel Régina, em Nice, onde estava hospedado.

18/09/09

LEONARDO, O GÊNIO DE VINCI


Leonardo da Vinci era filho ilegítimo de uma camponesa chamada Caterina e um tabelião de nome Piero. Como não tinha sobrenome paterno, Leornado acabou adotando o Vinci – referência a localidade de Vinci, onde nasceu. Essa é apenas uma das curiosidades sobre Leonardo, que é considerado o maior gênio que a humanidade conheceu. Veja nas linhas abaixo mais algumas curiosidades e fatos pitorescos sobre o gênio que pinto Monalisa.


Com 16 anos de idade, Leonardo ingressou no ateliê de Andrea Verrocchio, onde se tornou aprendiz de pintor e escultor. Dizem que, surpreendido pelo gênio de Da Vinci, Verrocchio prometeu que nunca mais voltaria a pintar – promessa que, felizmente, não foi cumprida.

Aos 20 anos, afiliou-se a Corporação dos Pintores de Florença, onde recebeu encomendas e conheceu algumas das mais importantes personalidades de seu tempo. Mais tarde, mudou-se para Milão, onde passou a trabalhar para o duque Ludovico Sforza.

O afresco A Última Ceia – que mostra Jesus reunido com seus apóstolos, encontra-se no convento de Santa Maria delle Grazie, em Milão. Como Leonardo usou uma técnica diferente da comumente usada em afrescos, a pintura começou a descascar pouquíssimo tempo depois de pintada.

Enquanto alguns especialistas afirmam que A Última Ceia ficou pronta em três anos, outros apostam em quatro. Mas o fato é que ela recebeu inúmeros retoques ao longo dos 20 anos seguintes.

Da Vinci conheceu diversos intelectuais e artistas, entre os quais Rafael e Michelangelo. Consta que ele e Michelangelo não se bicavam.

Além de Florença e Milão, Leonardo ainda moraria em Veneza e Roma, mas acabou falecendo na França.

Não existem provas conclusivas, mas alguns indícios apontam que Leonardo da Vinci era gay. Um desses indícios é um processo que o acusava de, juntamente com outros três homens, manter relações homoafetivas com um rapaz de 17 anos que posava como modelo num dos ateliês em que trabalhou.

Da Vinci deixou mais de 13 mil anotações, sobre assuntos como anatomia, mecânica, arte, engenharia, botânica e urbanismo. Infelizmente, apenas 6 mil sobreviveram até os dias atuais.

Da Vinci não era apenas um bom pintor, era um excelente inventor. Entre seus projetos, consta modelos de máquinas parecidas com helicópteros, bicicletas, canhões e até automóveis.

Ainda hoje, há quem acredite que Mona Lisa não é o retrato Lisa Gherardini (a “monna” Lisa), mas um auto-retrato com feições femininas.

Você já reparou que Monalisa não tem sombrancelhas? Todos reparam no sorriso de La Gioconda, mas ninguém repara nas sobrancelhas.

Muitos simbolistas acreditam na existência de mensagens ocultas em suas obras, tese explorada à exaustão pelo escritor Dan Brown em seu livro O Código Da Vinci.

11/09/09

A VIDA AFETIVA DOS GÊNIOS


Fama não é garantia de sorte no amor. O mesmo se aplica a genialidade. Ser um gênio ou um grande ícone da cultura, não garante felicidade na vida sentimental e sexual. A maior parte dos escritores, compositores, atores e artistas plásticos que conhecemos tiveram uma vida intíma conturbada, cheia de altos e baixos, além de algumas tantas ilusões. Nas próximas páginas, saberemos um pouco da intimidade de Balzac, Flaubert e Dante, entre outros escritores conhecidos.


Honoré de Balzac, autor de A Comédia Humana, foi sustentado durante anos por uma amante chamada Madame de Berny. Mais tarde, acabou se apaixonando por uma admiradora, uma condessa polonesa cujo nome era Evelina. Ele a pediu insistentemente em casamento, mesmo sabendo que ela era uma mulher casada. O incansável pedido demorou 18 anos para ser aceito, mas aí já era tarde tarde demais, porque ele faleceu apenas seis meses depois de trocar alianças.

Gustave Flaubert nunca subiu ao altar. O autor de Madame Bovary jamais se casou. A primeira paixão de Flaubert aconteceu quando ele tinha 15 anos. O alvo foi uma mulher casada e 11 anos mais velha que ele. Em um reencontro, depois de anos sem se verem, Flaubert declarou o que sentia e como resposta ouviu que ela não estava preparada para ele. Mais tarde, os sintomas da epilepsia o obrigaram a viver exclusivamente da literatura. Quando viajava a Paris, ele sempre dava um jeito de encontrar sua amante, Louise Colet, outra mulher casada. Assim que seu marido morreu, a apaixonada Louise tentou juntar-se definitivamente com o escritor, mas foi rejeitada e os dois nunca mais voltaram a se ver.

No caso de Dante Alighieri, ele jamais pôde se juntar à mulher que amou. A heroína (e grande paixão) de Dante, autor de A Divina Comédia, respondia pelo nome de Beatriz. Dante e Beatriz se encontraram pela primeira vez quando ambos ainda eram crianças. Já adulta, Beatriz se casou com Simone di Bardi, com quem ficou até sua morte, ainda jovem, aos 24 anos de idade. Ao saber da morte da mulher que tanto desejou, Dante ficou arrasado. A paixão por Beatriz era tamanha que, mesmo casado com outra mulher, ele nunca a esqueceu.

Camilo Castelo Branco, autor de Amor de Perdição, foi preso sob a acusação de adultério. O escritor português foi para a prisão por causa de seu envolvimento com Ana Plácido, uma mulher casada. Quando foi libertado, Camilo vai viver com Ana, com quem tem três filhos, um deles de origem incerta, talvez fruto da relação com o ex-marido. A cegueira progressiva e os problemas com os filhos levam Camilo ao desespero e ao suícidio com um tiro na cabeça.

Quem também teve um fim trágico foi o brasileiro Euclides da Cunha. O autor do clássico Os Sertões foi assassinado num acerto de contas com Dilermando de Assis, amante da sua esposa. Mais tarde, ao tentar vingar a morte do pai, Quindinho, filho de Euclides é morto com três tiros pelo mesmo assassino do pai. Preso e julgado, Dilermando foi absolvido. Viveu 15 anos com Ana, ex-esposa de Euclides, até abandoná-la quando ela tinha 50 anos de idade. Na época, Dilermando estava co, apenas 36 anos.

Percy Shelley não ficou famoso apenas por sua obra literária, mas por ter sido companheiro de Mary Shelley, criadora do polêmico e assustador mito Frankstein. Antes de conhecer Mary, Percy tinha fugido para a Escócia com uma garota de 16 anos chamada Harriet Westbrook. Depois, seu interesse se concentrou numa francesa de nome Conelia Boinville. Foi somente quando seu casamento acabou que Percy conheceu Mary , com quem fugiu, levando consigo a meia-irmã dela: Claire Clairmont. O que ele não esperava era que tanto Claire, quanto Fanny Imlay, que também era meia-irmã de Mary também fossem se apaixonar por ele. Como se não bastasse, Harriet sonhava em se reconciliar com Percy. Sentindo-se desprezadas, Fanny e Harriet tomaram uma atitude radical e se suicidaram. A relação com Mary Shelley só desmoranaria de uma vez por todas quando ele se envolveu com outras duas mulheres, Emilia Viviani e Jane Williams, sua companheira na época da morte trágica de Percy por afogamento.

George Sand foi amiga, companheira, esposa e musa inspiradora de vários nomes consagrados da cultura de sua época, entre eles Chopin, Liszt e Alfred de Musset. Primeiramente, Sand deixou o marido no interior da França para ganhar a vida em Paris. Não demorou muito e a jovem escritora iniciou uma fogosa relação com Alfred de Musset, que, mais tarde, seria substituído por um médico italiano chamado Pietro Pagello. Mais algum tempo e ela voltaria para Musset e depois, viveria com Chopin. Foi com o compositor nascido na Polônia que George Sand – autora de Indiana - viveu uma das mais duradouras e intensas relações amorosas.

Oswald de Andrade não entrou para a história da cultura brasileira apenas como poeta e dramaturgo, mas pelos romances com a pintora Tarsila do Amaral e com a revolucionária Patrícia Galvão, conhecida como Pagú. Tarsila, que tinha se juntado aos artistas modernistas, anulou seu casamento para se juntar a Oswald. Entre os padrinhos estavam o presidente Washington Luís e o governador de São Paulo Júlio Prestes. A tela Abaporu, talvez a mais conhecida obra de Tarsila, foi dada de presente de aniversário a Oswald. O relacionamento, no entanto, não duraria muito tempo. Separado de Tarsila, com quem viajou inúmeras vezes para a Europa, Oswald se apaixona por Patrícia Galvão, que, aliás, era ex-esposa de um primo de Tarsila. A relação naufraga. Quando contava mais de 50 anos, enfim Oswald se juntaria a Maria Antonieta D´Alkmin, com quem permaneceria até o final da vida. Ela seria a última, mas não a única. Ao longo da vida, Oswald teve sete mulheres..

Dizer que a relação dos poetas Arthur Rimbaud e Paul Verlaine foi conturbada é pouco. Verlaine chegou a abandonar o emprego e até a família para viver com Rimbaud, que era dez anos mais jovem. Juntos, os poetas viajaram pela França e parte da Europa. E foi em Bruxelas, na Bélgica, que após uma discussão, Verlaine sacou uma arma e atirou no parceiro. Dalí, Rimbaud foi para o hospital e Verlaine para a cadeia. O incidente marcou para sempre a vida de ambos. Ao sair da prisão, Verlaine tentou sem sucesso voltar para a ex-esposa. Rejeitado, o poeta – que tinha problemas com o álcool – passou a beber com mais frequência , terminando seus dias na indigência. Recuperado dos ferimentos e longe do antigo companheiro, Rimbaud passou a viver como comerciante de escravos e traficante de armas.

O poeta John Milton casou-se três vezes: a primeira com Mary Powell, uma moça 17 anos mais jovem que ele; a segunda, com Katherine Woodcock e a terceiro, com Elisabeth Minshull. As duas primeiras esposas morrem de parto, ficando com Milton a árdua tarefa de criar os filhos. A terceira, que se juntou a ele quando o poeta já sofria com a cegueira, foi acusada de maltratar seus filhos. Ao ficar viúva do poeta, ela tomou para si toda a herança e se apoderou dos direitos autorais da obra de Milton.

Autor de clássicos como Oliver Twist, Charles Dickens contou quatro grandes amores ao longo da vida. A primeira chamava-se Maria Beadnell; a segunda, Mary Hogarth e a terceira, Ellen Ternan. Dickens não chegou a se casar com nenhuma delas, mas as usou como modelos de personagens de seus livros. Sua esposa era Catherine Hogarth, irmã de Mary. Arrasado com a morte de Mary, o escritor logo a substituiu por uma terceira irmã Hogarth, chamada Georgina. Quando Charles e Catherine se separaram, Georgine continuou vivendo com ele, embora a essa altura ele estivesse apaixonado por outra mulher: Elle Ternan

Ao longo da vida, o escritor norte-americano Ernest Hemingway – autor do inspirador O Velho e o Mar - teve quatro esposas. Ele mesmo confessou certa vez a um amigo que, “louco por mulheres“, sempre tem que se casar com uma delas. Poderia ter se casado com cinco mulheres se a amiga escritora Gertrude Stein tivesse se interessado por ele – provavelmente por causa de Alice B. Toklas, com quem Gertrude mantinha uma forte relação homoerótica.

Considerado um verdadeiro Don Juan, o poeta Dante Gabriel Rossetti teve várias amantes: Jane Morris, Fanny Cornforth, Lizzie Sidal e Jane Burden. Embora fosse perdidamente apaixonado pela última, Rossetti acabou se casando mesmo foi com Lizzie. O casamento, no entanto, não duraria muito: Lizzie faleceu poucas semanas depois de trocar alianças com o poeta. Arrependido e deprimido, Dante deixou que alguns poemas fossem para o túmulo junto com o corpo da esposa. Anos depois, em arrependimento, ele pediu que o caixão fosse reaberto apenas para que pudesse recuperar os manuscritos.

Reza a lenda que, quando Victor Hugo morreu, todas as prostitutas, em luto, ofereceram seus serviços de graça aos cidadãos de Paris. O escritor, poeta e dramaturgo francês colecionou várias amantes ao longo da vida. Nenhuma, porém, foi como Juliette Drouet, que o acompanhou em quase 20 anos de exílio. Outra grande amante respondia pelo nome de Leónie Briard, que foi presa ao ser flagrada na intimidade com Hugo.

Lord Byron foi amigo do casal Percy e Mary Shelley. Ele teve um rápido affair com Claire Clairmonte, que era meia-irmã de Mary. Antes, George Gordon, ou melhor, Lord Byron tinha se envolvido com várias mulheres: Annabela Milbanke, Caroline Lamb, Augusta Leigh. A primeira foi esposa e as outras, amantes. A relação com Claire só aconteceria depois que seu casamento com Annabela foi para o espaço. Mais tarde, ele teria duas amantes italianas. Segundo muitos biógrafos, Byron não se contentava apenas com as mulheres. O famoso amante e poeta (e inspirador de muitas gerações) também tinha uma forte queda por homens.

O talentoso Moliére, mito do teatro francês, vivia se apaixonando pelas atrizes de sua companhia. A primeira delas chamava-se Madeleine Bejárt, na época em que ele fundou sua segunda companhia de teatro. Em seguida, veio a paixão não correspondida por outra atriz: Madame du Parc - que levou ao rompimento com Madeleine. Depois, foi a vez de uma mulher conhecida como Madame de Brie, mas ele acabaria se casando mesmo foi com uma atriz da companhia 20 anos mais jovem, chamada Armande Bejárt que, por ironia do destino, era irmã de Madeleine.

T. S. Eliot, aproveitou uma viagem aos Estados Unidos para fazer uma das coisas que mais desejava: se livrar de uma vez por todas de Vivien, sua esposa. Só que, por mais que tentasse, não foi nem um pouco fácil livrar-se dela. Ansiosa por uma reconciliação, Vivien não parava de perseguí-lo. Eliot só livrou definitivamente da mulher quando a família dela a mandou para um sanatório. Passado algum tempo, ele se casou novamente sem avisar ou pedir permissão para ninguém. O casamento foi uma surpresa até para John Hayward, com que Eliot manteve uma relação homossexual durante anos.

Deprimida por causa da morte da mãe e da crise no casamento, Agatha Christie, que se tornou A escritora ficou literalmente desaparecida! Agatha acabou sendo encontrada por um conhecido e voltando para casa e para o marido, com quem tentou uma reaproximação. Antes do sumiço, ela havia descoberto que o Coronel Archibald Christie, seu marido, estava apaixonado por uma amiga. Talvez por isso, a crise no casamento nunca foi superada. Não tardou muito e Agatha e Archie se separaram. Algum tempo depois, a escritora se casaria com o arqueólogo Max Malowan. O detalhe é que mesmo com outro companheiro, ela continuou usando o sobrenome do ex-esposo.

Leon Tolstoi, autor do clássico Guerra e Paz, uniu-se a uma mulher 16 anos mais jovem que ele, apenas uma semana após pedí-la em casamento. Na verdade, o russo Tolstoi a escolheu depois de cantar as outras duas irmãs da esposa. Dizem que das três, ele optou justamente a mais sem graça da família. Se ela era a mais insossa, não importava. O importante era que o casamento do místico escritor russo resistiu a 50 anos de convívio, 13 filhos, muita desconfiança e paranóia, só vindo a terminar quando, num surto de religiosidade ele fugiu de casa.

04/09/09

VIDAS LONGAS


O poeta, contista e cronista brasileiro Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira em 1902 e morreu no Rio de Janeiro em 1987. Drummond viveu até os 85 anos, tempo considerado longo… mesmo para os padrões atuais!
A lista a seguir é de arquitetos, atores, escritores e profissionais das artes que viveram tão ou mais que Carlos Drummond de Andrade. É uma lista longa, que deixa a impressão de que intelectuais vivem bem mais que a média da população

Roberto Burle Marx (artista plástico e paisagista brasileiro) 85 anos
Henri Matisse (pintor e escultor francês) 85 anos
Greta Garbo (atriz nascida na Suécia) 85 anos
Richard Strauss (compositor alemão) 85 anos
Max Ernest (pintor de origem alemã) 85 anos
Walter Gropius (arquiteto alemão) 86 anos
Georges Simenon (escritor franco-belga) 86 anos
Ticiano (pintor italiano) 86 anos
Claude Monet (pintor francês) 86 anos
Man Ray (fotógrafo e pintor nascido nos Estados Unidos) 86 anos
Carybé (pintor nascido na Argentina) 86 anos
Henry Miller (escritor norte-americano) 87 anos
Isaac Bashevis Singer (escritor nascido na Polônia) 87 anos
Naum Gabo (escultor russo) 87 anos
Mario Quintana (poeta brasileiro) 87 anos
Tarsila do Amaral (pintora brasileira) 87 anos
Ira Gershwin (compositor norte-americano) 87 anos
Jorge Amado (escritor brasileiro) 88 anos
Charles Chaplin (ator e cineasta inglês) 88 anos
Akira Kurosawa (cineasta japonês) 88 anos
Henry Moore (escultor britânico) 88 anos
Giuseppe Verdi (compositor italiano) 88 anos
Fred Astaire (ator e bailarino norte-americano) 88 anos
Robert Frost (poeta norte-americano) 89 anos
Igor Stravinsky (compositor nascido na Rússia) 89 anos
Arturo Toscanini (regente italiano) 89 anos
Elias Canetti (escritor e dramaturgo de origem búlgara) 89 anos
Arthur Miller (dramaturgo norte-americano) 89 anos
Giorgio de Chirico (pintor grego) 90 anos
Joan Miró (pintor espanhol) 90 anos
Laura Ingalls Wilder (escritora norte-americana) 90 anos
Sófocles (dramaturgo grego) 90 anos
Pablo Picasso (pintor espanhol) 91 anos
Jean Sibelius (compositor finlandês) 92 anos
Alfredo Volpi (pintor brasileiro) 92 anos
Rachel de Queiroz (escritora brasileira) 93 anos
Willem de Kooning (pintor de origem holandesa) 93 anos
George Bernard Shaw (dramaturgo e escritor irlandês) 94 anos
Elia Kazan (cineasta de origem turca) 94 anos
Billy Wilder (cineasta norte-americano) 95 anos
Cícero Dias (pintor brasileiro) 96 anos
Henri Cartier-Bresson (fotógrafo francês) 96 anos
Marta Graham (coreógrafa e bailarina norte-americana) 96 anos
Pablo Casals (músico espanhol) 97 anos
Marc Chagall (pintor russo) 98 anos
Georgia O’Keeffe (pintora norte-americana) 99 anos
Irving Berlin (compositor nascido na Rússia) 101 anos

28/08/09

23 CURIOSIDADES NOS 20 ANOS DA MORTE DE RAUL SEIXAS


Quando era criança, lá pelos idos dos anos 70, gostava muito de ouvir Raul Seixas. Um dos meus discos prediletos era O Dia em Que a Terra Parou. Gostava principalmente das quatro primeiras músicas, inclusive No Fundo do Quintal da Escola e Tapanacara – canções pouco citadas por quem não conhece a fundo a discografia de Raul. Mais tarde, tinha por hábito gravar fitas cassete com as principais músicas do cantor para os amigos. Em suma, sempre gostei de Raul e, por isso, fiquei profundamente triste quando ele morreu em 21 de agosto de 1989.
Pois é, faz 20 anos que Raul faleceu. Mas, para a grande maioria dos fãs, é como se ele estivesse vivo. Raul recebeu uma grande homenagem no Centro de São Paulo. Eu não pude estar lá, mas foi como se estivesse. Lembrei de suas músicas (como Lua Cheia – alguém lembra dela??), seus discos e até dos amigos para quem gravei as fitas Basf.
Nas próximas linhas, você poderá conferir algumas curiosidades sobre esse que é um dos maiores cantores da música em português. São curiosidades interessantes.
Agora, com licença que vou escutar um pouco de Raul.


Raul Seixas era baiano como Dorival Caymmi, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa, Gilberto Gil, Baby do Brasil, Moraes Moreira, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Carlinhos Brown, Pitty e tantos outros. Nasceu na cidade de Salvador em 28 de junho de 1945, filho Raul Varella Seixas e Maria Eugênia Seixas.

Pode-se dizer que as primeiras influências musicais de Raul Seixas vieram da música nordestina, especialmente o baião e o repente. Raul costamava ouví-las nas viagens com o pai, que era inspetor de ferrovias.

Antes de desejar se tornar cantor, o maior sonho do menino Raul era ser escritor. Ele gostava de criar textos, poesias e histórias em quadrinhos.

O primeiro ídolo de Raul foi Luiz Gonzaga, o chamado Rei do Baião. Mas seu maior ídolo, o sujeito que influenciaria sua vida para sempre, foi o Rei do Rock: Elvis Presley. Raul Seixas era “fã de carteirinha” de Elvis.

O primeiro grupo musical do jovem Raul chamava-se Os Relâmpagos do Rock, chamado mais tarde de The Panthers e, em seguida, Raulzito e os Panteras.

Um dos maiores incentivadores de Raul Seixas no início da carreira foi o cantor Jerri Adriani.

Pouca gente sabe, mas o futuro Maluco Beleza produziu artistas e compôs músicas para a Jovem Guarda, entre elas Ainda Queima a Esperança, Tudo o Que é Bom Dura Pouco e Doce, Doce Amor.

O primeiro registro fonográfico de Raul foi um disco de 78 RPM de 1964. Continha as faixas Nanny e Coração Partido – versão brasileira de uma canção de Elvis Presley. O compacto nunca chegou a ser lançado.

No final dos anos 1960, Raul conheceu Mick Jagger, que o incentivou a cantar música africana (????).

Em 1972, ele participou do VII FIC (Festival Internacional da Canção) com duas músicas: Let me Sing, Let me Sing e Eu Sou Eu Nicuri é o Diabo.

O disco que consagrou Raul Seixas, tornando-o um ídolo nacional foi Krig-ha Bandalo, de 1973. Antes disso, ele gravou Raulzito e Os Panteras (1968), Sociedade da Grã-Ordem Kavernista (1971) e Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock (1973).

Falando nisso, Krig-ha Bandalo era uma espécie de grito de guerra do herói dos quadrinhos Tarzan – criação de Edgar Rice Burroughs -, indicando que os inimigos estão chegando.

O vinil Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock foi na verdade um disco com covers de grandes cantores do rock interpretados por Raul, entre os quais estavam: Neil Sedaka, Little Richards e os brasileiros Celly Campello e Roberto Carlos.

A parceria com o hoje escritor Paulo Coelho começou no início da década de 1970 (mais propriamente 1973). Juntos, Raul e Paulo compuseram Al Capone, Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás, Sociedade Alternativa, Gita, A Maça e Tente Outra Vez.

Em 1974, Raul foi preso e torturado no DOPS (o temível departamento de ordem pública do governo militar) por divulgar, juntamente com o amigo Paulo Coelho, a “Sociedade Alternativa”. De acordo com seus biógrafos e fãs, a tal Sociedade Alternativa (que nem Raul sabia explicar exatamente o que era), foi inspirada nas idéias do místico Aleister Crowley. Para quem não sabe, é o mesmo místico que inspirou o roqueiro Ozzy Osbourne na música Mr. Crowley.

As músicas Como Vovó Já Dizia foi recusada duas vezes pelos censores durante o Regime Militar.

Gita é uma música baseada no Bhagavad-Gita, clássico religioso hindu. O Bhagavad-Gita é, na verdade, parte do épico Mahabarata, escrito no século IV a. C. Seu significado? Canção de Deus.

A música Carimbador Maluco fez parte do musical infantil Plunct, Plact Zuuum, exibido pela Rede Globo em 1983. Nele, Raul faz ponta como um carimbador que exige visto de um grupo de crianças que pretendem fazer uma viagem especial.

Raul teve cinco esposas: Edith Wisner, Glória Vaquer, Tânia Mena Barreto, Lena Coutinho e Kika Seixas.

Em 1982, Raul foi preso na cidade Caieiras, Grande São Paulo, sob a acusação de ser um impostor. Ele estava bêbado e não tinha documentos e, por isso, nem os fãs, nem a polícia acreditaram que ele fosse ele mesmo.

Em 1985, Raul foi o pivô de um grande quebra-quebra na cidade de São Bernardo do Campo, onde devia fazer um show. A casa noturna Adrenalina vendeu centenas de ingressos mas, no dia, Raul não compareceu. Revoltados, os fãs depredaram o estabelecimento. A quebradeira foi tamanha que a casa nunca mais se recuperou, fechando as portas pouco tempo depois.

Raul faleceu no dia 21 de agosto de 1989, vítima de pancreatite. Ele foi internado várias vezes para tratar do problema do alcoolismo, mas sempre voltava a beber.

A fama de Raul só cresceu depois de seu falecimento. Nos 20 anos da morte de Raul, milhares de fãs de todo o Brasil se reuniram no Centro de São Paulo para homenageá-lo. Álias, essas reuniões são comuns, ocorrendo sempre na data da morte do cantor. E durante a Virada Cultural (evento com 24 horas de espetáculos) de 2009, foi montado um palco na Estação da Luz só para a apresentação de covers do Maluco Beleza.

21/08/09

J.R.R. TOLKIEN E O SENHOS DOS ANÉIS


John Ronald Reuel Tolkien, ou J. R. R. Tolkien, nasceu na África do Sul mas, devido a morte do pai, acabou fixando residência no Reino Unido com a mãe e o irmão.

Os pais nasceram na Grã-Bretanha, mas sua família paterna era de origem saxônica (da Saxônia, Alemanha). O sobrenome Tolkien é um anglicismo de Tollkiehn (que, provavelmente significa temerário, imprudente)

Tolkien sempre foi fascinado pela linguística. Tanto que, cursou a faculdade de Letras e se especializou em línguas. Foi professor de inglês e literatura na Universidade de Oxford.

Apesar de pertencer a uma família protestante, Tolkien era um católico fervoroso. Com a morte da mãe (ele tinha 13 anos na época), ele e o irmão passaram a ser criados e educados por um padre.

Tolkien lutou na Primeira Guerra Mundial. Durante o conflito, ele contraiu a chamada “febre das trincheiras”, uma infecção comum em locais sem as mínimas condições de higiene. O autor de O Senhor dos Anéis se recuperou da enfermidade na Inglaterra, para onde foi levado.

Também foi na guerra que ele começou a criar o esboço do que se tornaria o mundo dos hobbits, elfos, orcs e dragões – mundo que, mais tarde, seria o dos livros O Hobbit, O Senhor dos Anéis e O Silmarillion.

Tolkien foi grande amigo de C.S. Lewis, criador do clássico As Crônicas de Nárnia.

Em 1996, uma pesquisa feita em 200 lojas da Grã-Bretanha elegeu O Senhor dos Anéis como o melhor livro do século XX e O Hobbit como um dos vinte melhores. Desde a primeira edição, O Senhor dos Anéis vendeu 100 milhões de exemplares em mais de 35 idiomas.

Da música ao cinema, J.R.R. Tolkien foi um dos escritores que mais influenciaram a cultura de massas do século XX. Já existia um longa metragem de animação sobre O Senhor dos Anéis bem antes da trilogia de Peter Jackson chegar aos cinemas. Com duas horas de duração, o filme foi produzido pelo britânico Ralph Bakshi em 1978.

A obra de Tolkien influenciou profundamente a música. Diversos grupos, principalmente de hard rock e rock progressivo, fizeram músicas com referências aos livros, mundos e personagens do escritor. São eles; Jethro Tull, Cirith Ungol, Running Wild, Led Zeppelin, Blind Guardian, Rush e Marillion. A propósito, o nome da banda de rock progressivo Marillion foi inspirado no livro O Silmarillion.

Dirigida pelo neozelandês Peter Jackson, a saga O Senhor dos Anéis levou 18 meses (consecutivos, é bom frisar) para ser gravada. A produção foi dividida em três filmes: A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei.

Entre a pré-produção e a estréia nos cinemas, a trilogia ocupou sete anos da vida do diretor Peter Jackson. O script continha 400 páginas. Ao todo, O Senhor dos Anéis contou com o trabalho de 2.400 pessoas nas equipes técnicas e de criação.

Os atores que interpretaram os hobbits usaram cerca de 1.600 pares de pés. A produção também usou 300 perucas, 200 máscaras de orcs, 900 armaduras e quase 50 mil acessórios como machados, espadas e escudos.

Juntos, os filmes da trilogia O Senhor dos Anéis ganharam 17 Oscar: o primeiro levou quatro, o segundo ficou com dois e o terceiro ganhou 11. O Retorno do Rei ganhou o Oscar de melhor filme e igualou-se a Ben-Hur e Titanic em número de estatuetas.

14/08/09

GÊNIOS SUPERPRODUTIVOS


Agatha Christie, 70 romances. Isaac Asimov, 260 livros. Quem produziu mais ao longo da vida? Quantos obras produziram? A seguir, você vai saber quanto produziram Daniel Defoe, Jack London, Cole Porter, Chiquinha Gonzaga e outros. Difícil dizer qual gênio foi mais produtivo. Os números são impressionantes.


Daniel Defoe, autor de As Aventuras de Robinson Crusoé, escreveu mais de 500 periódicos, panfletos e livros.

A inglesa Agatha Christie escreveu mais ou menos 70 romances e mais de uma centena de contos. E, como não fosse suficiente, Christie é autora de 17 peças de teatro.

E Júlio Verne? O Autor de A Volta ao Mundo em 80 Dias escreveu ao longo da carreira por volta de 80 romances e 15 peças de teatro.

O autor do célebre O Chamado da Selva, Jack London criou 200 contos, 400 artigos e por volta de 50 livros. London chegava a trabalhar 15 horas por dia.

O escritor russo-americano Isaac Asimov, que dedicou sua vida a ficção científica, é autor de mais de 260 livros.

O escritor Georges Simenon publicou em toda a vida 425 livros. Dizem que Simenon chegou ao ponto de escrever um livro por dia. Destes, 84 são com o personagem Inspetor Maigret

Cole Porter, um dos maiores músicos norte-americanos de todos os tempos, compôs mais de 800 músicas para a Broadway.

Irving Berlin, que ficou conhecido no início do século XX como rei do ragtime, publicou mais 1.000 canções ao longo de 7 décadas de carreira.

Um dos mais célebres compositores brasileiros, Heitor Villa-Lobos, é autor de mais de 1.000 músicas, dos mais variados gêneros.

Franz Schubert, um dos maiores nomes da música clássica, criou mais de 1.200 obras ao longo de sua curta existência. Schubert morreu aos 31 anos de idade.

Chiquinha Gonzaga, compositora brasileira que criou a célebre marchinha Ó Abre Alas produziu bem mais do que o conterrâneo Villa-Lobos. Chiquinha é autora de mais de 2.000 músicas.

O indiano Rabindranath Tagore deixa Chiquinha Gonzaga comendo poeira. Além de 2.000 letras de músicas, Tagore produziu cerca de 1.000 poemas.

Já o músico argentino Astor Piazzolla compôs cerca de 3.500 peças musicais. Infelizmente, menos de 1/3 delas chegou a ser gravada.

O dramaturgo espanhol Lope de Vega, contemporâneo de Cervantes, escreveu por volta de 1.500 peças das quais apenas 1/3 foi preservada. Lope de Vega é autor de obras como O Novo Mundo Descoberto por Cristóvão Colombo, O Castigo sem Vingança e O Cavaleiro de Olmedo.

O diretor de cinema D. W. Griffith realizou (pasmem!) cerca de 450 filmes apenas entre os anos de 1908 e 1913, a maioria de curta duração.

Além de centenas de desenhos, o espanhol Francisco de Goya mais de 300 litogravuras e por volta de 500 pinturas.

Rembrandt pintou por volta de 600 obras. Destas, 10% era auto-retratos.

Ao longo de sua vida, o pintor flamengo Rubens pintou cerca de 2.000 quadros.

Um dos mais produtivos pintores brasileiros foi Di Cavalcanti. Ele deixou mais de 5.000 obras entre pinturas, gravuras e ilustrações.

O pintor alemão Rugendas não fica atrás na lista dos mais ativos e produtivos. Ao longo de toda a sua carreira, ele realizou cerca de 6.000 desenhos, pinturas a óleo e aquarelas.

Mas Di Cavalcanti e Rugendas não chegam aos pés de Pablo Picasso. Durante toda a sua vida, o pintor espanhol criou mais de 20.000 obras.

07/08/09

BEETHOVEN, CURIOSIDADES


Como muitos gênios da cultura, o compositor Ludwig van Beethoven tinha suas manias e excentricidades. Uma delas, era jogar água fria na cabeça enquanto compunha. Segundo o compositor, não existia nada melhor para estimular a criatividade do que uma boa dose de água gelada. Confira outras curiosidades sobre essa grande personalidade da música erudita.


Ludwig van Beethoven nasceu em 16 de dezembro de 1770 na cidade de Bonn, atual Alemanha. Seu sobrenome, porém, era de origem holandesa. Consta que é derivado da aldeia de Bettenhoven (que quer dizer canteiro de rabanetes), no interior da Holanda.

Apesar do sobrenome holandês, o avô paterno de Beethoven era originário de Antuérpia, na Bélgica. Ele imigrou para Bonn, cidade onde exerceu a função de diretor de música da corte de Colônia.

Os pais de Beethoven, Maria Magdalena e Johann van Beethoven, tiveram sete filhos: Ludwig Maria, Ludwig (o compositor), Kaspar. Nicolaus, Franz, Anna Maria e Maria Magdalena. Destes, apenas Ludwig, Kaspar e Nicolaus foram os únicos que chegaram a vida adulta.

Beethoven teve as primeiras lições de música aos cinco anos de idade. Aos oito, passou a estudar cravo com Christian Neefe, que era considerado um mestre nesse tipo de instrumento. Prodígio, aos 10 anos Ludwig dominava todo o repertório de Bach.

Foi amigo do Conde de Waldstein, para quem compôs algumas obras. Em 1787, Waldstein enviou o ainda jovem Ludwig para a Áustria, onde este estudaria com o gênio Joseph Haydn. Ele, porém, teve que retornar pouco tempo depois devido a morte de sua mãe.

Com a morte da mãe, Ludwig teve que se desdobrar para ajudar no sustento da casa. A verdade, porém é que, por causa do alcoolismo do pai, ele auxiliava a família desde os 13 anos.

Foi em Viena que surgiram os primeiros sinais da deficiência que o atormentaria pelo resto da vida: a surdez. Foi ela - a deficiência auditiva - que o obrigou a abandonar a carreira de pianista e a se dedicar integralmente à composição.

Já totalmente surdo, o compositor não podia acompanhar a música com os ouvidos, mas acompanhava com os olhos. Consta que, durante um ensaio fechado de um grupo que iria tocar uma de suas obras, Beethoven chamou a atenção para os erros de execução, descobertos pelas vibrações das cordas e flutuações no ritmo dos instrumentos.

A Nona Sinfonia é uma das músicas mais conhecidas da história. Ela foi incluída na trilha sonora de diversos filmes, entre os quais A Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick. Já Quinta Sinfonia serviu de inspiração para uma série de comerciais de uma lamina de barbear.

Beethoven era canhoto, desorganizado com seus pertences e não gostava de tomar banho. Consta que seus (poucos) amigos levavam suas roupas sujas sem que ele percebesse e as devolviam limpas.

Compositores de porte como Schubert, Lizst e Rossini gostavam de apresentar suas composições a Beethoven para que ele, com seu indiscutível gênio para a música, desse seu parecer.

A bagatela (bagatelas são peças curtas e ligeiras) Pour Élise (ou Für Elise), costuma ser usada no Brasil como música de caminhão de botijão de gás e música de espera de serviços de telemarketing.

31/07/09

CURIOSIDADES SOBRE MACHADO DE ASSIS


Machado de Assis é, sem dúvida, o maior escritor que o Brasil já teve. Sua obra é vasta, abrangendo crônicas, poemas e romances. Personagens mais famosos? Brás Cubas, Quincas Borba, Bentinho e Capitu. Livros mais vendidos? Difícil citar um, mas eu destacaria o imperdível (e subliminarmente irônico) Memórias Póstumas de Brás Cubas e o intrigante Dom Casmurro.
Nas próximas linhas, você terá acesso a algumas curiosidades sobre Machado de Assis, sua vida e sua obra.


Joaquim Maria Machado de Assis nasceu em 21 de junho de 1839, na cidade do Rio de Janeiro. O futuro escritor foi batizado na mesma igreja onde seus pais casaram.

O pai de Machado de Assis era um descendente de escravos que trabalhava como pintor de paredes. A mãe, portuguesa de Açores, faleceu quando Machado tinha 10 anos. Sua única irmã morreu vítima de sarampo com sete anos de idade.

Segundo seus biógrafos, Machado não teve educação formal. Para ajudar a família, começou a trabalhar vendendo balas e doces.

O escritor era influente em francês, língua que aprendeu com um padeiro. O alemão e o inglês Machado aprendeu estudando sozinho.

A caligrafia do escritor era tão ruim que, às vezes, até ele tinha dificuldade de entender o que escrevia.

Machado de Assis tinha epilepsia. Além disso, o autor de Iáiá Garcia era gago.

Aos 17 anos, Machado passou a trabalhar na Tipografia Nacional onde, ao ser flagrado lendo escondido, quase foi demitido.

O primeiro conto publicado em uma revista saiu em 1858, quando Machado tinha 19 anos. O conto se chamava Três Tesouros Perdidos e foi publicado em uma revista literária chamada Marmota Fluminense.

O primeiro livro publicado por Machado de Assis foi Crisálidas, de poemas. Na época, Machado contava 35 anos de idade. O primeiro livro de contos – cujo título era Contos Fluminenses -, saiu no ano seguinte.

Carolina Machado, a esposa do escritor, era quatro anos mais velha que ele. O casamento só terminou depois de 35 anos, com a morte de Carolina. Dizem que era ela quem revisava os textos de Machado.

Como era comum na época, Memórias Póstumas de Brás Cubas foi publicado em folhetins e só mais tarde lançado em livro.

Ao longo de sua carreira, Machado de Assis usou 21 pseudônimos. Na revista A Semana Ilustrada, usava o pseudônimo de Dr. Semana.

A obra de Machado de Assis tendia, no início para o Romantismo (como no caso de Helena). Mais tarde, ele abraçou o Realismo (como em Dom Casmurro).

Os principais romances de Machado de Assis são: Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Helena, Quincas Borba, Esaú e Jacó, Memorial de Aires, Iaiá Garcia e A Mão e a Luva.

O jogo predileto de Machado de Assis era o xadrez. Ele participou do primeiro campeonato de xadrez disputado no Brasil. As peças usadas pelo escritor estão até hoje em exposição da ABL – Academia Brasileira de Letras.

A Academia Brasileira de Letras teve Machado de Assis como um de seus fundadores. Ao invés de ocupar a cadeira número 1, ele ficou com a 23. O patrono da cadeira número 1 foi o escritor cearense José de Alencar.

Machado era amigo de Mário de Alencar, filho do escritor cearense.

Machado escreveu em vários jornais e revistas de sua época, entre os quais A Semana Ilustrada, Diário do Rio de Janeiro, Jornal das Famílias, Revista da Semana, Correio Mercantil e O Espelho.

Apesar de ser conhecido apenas como romancista e cronista, Machado era poeta e dramaturgo, chegando a escrever nove peças de teatro entre 1860 e 1906.

No total, ele escreveu sete livros de contos, cinco de poesia, nove de teatro e nove romances.

Em 1878, o escritor foi obrigado a passar uma temporada na cidade de Nova Friburgo para se tratar de uma infecção nos olhos.

Segundo alguns biógrafos, as últimas palavras de Machado de Assis antes de morrer foram: “A vida é boa”.

O discurso na cerimônia fúnebre de Machado de Assis foi feito por Rui Barbosa.

Machado foi sepultado no cemitério São João Batista em 1908, mas seus restos mortais foram transferidos para a sede da Academia Brasileira de Letras em 1999.

24/07/09

VICTOR BRECHERET, CURIOSIDADES


A seguir, algumas curiosidades sobre Victor Brecheret, o maior escultor modernista brasileiro.


Vittorio Brecheret nasceu em 1894 na localidade Farnese, Província de Viterbo, na Itália. Seus pais eram Augusto Brecheret e Paolina Nanni, que faleceu quando o futuro escultor tinha apenas seis anos de idade.

Já no Brasil, tornou Victor Brecheret. Aos 30 anos de idade, mudou seu nome para Victor em um cartório do Jardim América, em São Paulo.

Brecheret começou sua formação artística no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Além de modelagem, Brecheret estudou entalhe em madeira e desenho.

Entre 1913 e 1919, Brecheret estudou artes em Roma. Mais tarde (mais propriamente em 1921), novamente a estudos, mudou-se para Paris. Brecheret se alternou entre a Capital francesa e São Paulo até 1936.

Seu atêlie em Roma tinha sido ocupado pelo escultor Ivan Mestrovic, que foi uma das suas maiores influências.

Obtém o primeiro lugar na Exposição Internacional de Belas-Artes de Roma aos 22 anos de idade.

Brecheret participou da Semana de Arte Moderna de 1922 com 12 esculturas. Detalhe: ele estava ausente de São Paulo na ocasião.

Foi amigo dos vanguardistas Oswald de Andrade, Menotti de Picchia, Mário de Andrade e Di Cavalcanti.

Teve contato com escultures europeus de porte, como Henry Moore, Aristide Maillol e Constantin Brancusi, sendo este ultimo um dos artistas que mais o influenciou.

Iniciou a construção do Monumento às Bandeiras em 1936, mas a obra, junto ao Parque do Ibirapuera, só chegou a ser inaugurada em 1953.

Victor Brecheret participou da primeira, terceira e quarta Bienais de Arte de São Paulo, chegando a ganhar, em uma delas, o prêmio de Melhor Escultor Nacional. Também esteve presente em duas Bienais de Veneza.

Existem cerca de duas dezenas de obras de Brecheret em locais públicos, a maioria na cidade de São Paulo. Há obras do escultor no Parque do Ibirapuera, Parque Trianon e Praça Princesa Isabel (a famosa estátua de Duque de Caxias), além dos cemitérios do Araçá, São Paulo e Consolação.

Aliás, Brecheret era chegou a fazer arte tumular. Duas de suas mais famosas esculturas em túmulos estão no Cemitério da Consolação, o mesmo onde jaz o corpo do artista.

17/07/09

HANS CHRISTIAN ANDERSEN


Nas próximas linhas, algumas curiosidades sobre o escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, auto de contos como A Pequena Sereia e O Patinho Feio.


Hans Christian Andersen nasceu em 2 de abril de 1805 em uma família dinamarquesa muito pobre. Sua mãe era lavadeira e o pai, apesar de bem letrado, sustentava a família trabalhando como sapateiro. Toda a família vivia em um único quarto.

O pai costumava encenar as peças de Shakespeare com brinquedos para o filho. Admirador do dramaturgo inglês, o Sr. Andersen conhecia muitas obras de memória.

Quando a fama era só um sonho, o desconhecido Andersen fez de quase tudo: cantou, dançou, desenhou… Mas só se tornou famoso com seus contos infantis.

Além de escrever peças de teatro, Andersen trabalhou como ator e dançarino no Teatro Real da Dinamarca, em Copenhagen.

Andersen conheceu inúmeras personalidades da cultura de sua época, entre as quais Honeré de Balzac, Victor Hugo, Alexandre Dumas, Henrik Ibsen, Richard Wagner, Franz Liszt, Johannes Brahms e Charles Dickens, de quem foi grande amigo.

Nada apavorava mais o escritor do que a hipótese de ser sepultado vivo. O medo era tamanho que, quando estava gravemente doente, Hans costumava deixar um bilhete na cabeceira da cama avisando que estava “ apenas parecendo morto”. Para garantir que não seria enterrado vivo, Hans chegou ao ponto de pedir que lhe cortassem uma artéria antes de sepultá-lo.

A autobiografia de Andersen foi escrita em dois volumes e lançada inicialmente na Alemanha em 1847.

Assim como os escritores Jack Kerouac, Manuel Puig, Virginia Woolf, Elizabeht Bishop e Oscar Wilde, o dinamarquê Andersen era homossexual.

Ao todo, Hans Christian Andersen escreveu 156 contos.

Em homenagem a Andersen, a data de seu nascimento, 2 de abril, foi instituída como Dia Internacional do Livro Infantil.

A estátua da Pequena Sereia, em Copenhaguem, é uma homenagem ao escritor. A Pequena Sereia foi transformada em desenho animado pelos estúdios fundados por Walt Disney.

02/07/09

CURIOSIDADES MICHAEL JACKSON


Os blogs Gênio de Gênio e Calendário cultural foram criados com a intenção de divulgar aspectos interessantes e curiosidades sobre a vida dos grandes gênios da cultura erudita mundial. As personalidades escolhidas são normalmente gênios e mitos como William Shakespeare, Fernando Pessoa e Machado de Assis. Daí que você pode estranhar a presença de personalidades como John Lennon e Michael Jackson. Ocorre que Jackson está longe de ser um Cervantes ou um Drummond, mas não deixa de ser um mito. Ele é, sem dúvida, um dos maiores mitos da cultura mundial do século XX e início do século XXI. Por ocasião da sua morte, ocorrida no final de junho de 2009, escolhi algumas curiosidades sobre o bailarino e cantor norte-americano para inserir no blog.


Michael Jackson nasceu na cidade de Gary, Indiana, mas passou a maior parte da vida em Los Angeles, Califórnia.

O cantor tinha oito irmãos: Jackie, Tito, Marlon, Jermaine, Maureen, La Toya, Janet e Randy. O Jackson Five era formado por Jackie, Tito, Jermaine, Marlon e Michael. Mais tarde, Randy substituiu Jermaine no grupo.

O sucesso do Jackson Five nos anos 1970 foi tamanho que eles se transformaram em desenho animado. A produção, exibida originalmente pela rede ABC, fez sucesso em diversos países. No Brasil, foi exibido pela última vez na extinta TV Manchete.

Quem apresentou o grupo para o grande público foi a cantora Diana Ross. Anos mais tarde, Michael e Diana fariam juntos uma versão de O Mágico de Oz para o cinema.

Resultado de uma pesquisa feita em maio de 1996 entre 15.000 mulheres de 15 países europeus, revelou que Michael era o sétimo homem mais sexy do mundo.

Segundo a revista Rolling Stone, Michael Jackson faturou durante sua carreira US$ 7 bilhões, algo em torno de 12 bilhões reais.

Ele era dono da estatueta do Oscar do filme E o Vento Levou.

Michael foi um dos poucos astros da música a emplacar 5 álbuns de inéditas seguidos em 1º lugar no Hot 200 da Billboard.

Thriller ficou 80 semanas nas paradas dos Estados Unidos, sendo 37 em primeiro lugar.

Thriller é o disco mais vendido da história da indústria fonográfica. Até junho de 2009 (mês e ano da morte do cantor), mais de 100 milhões de cópias tinham sido vendidas.

Com 13 minutos de duração, o video da música Thriller é considerado um dos melhores clipes da história. Ele chegou a ser exibido a cada duas horas pela MTV.

A namorada de Jackson no clipe de Thriller chamava-se Ola Ray, miss Playboy de junho de 1980. O compositor, Rod Temperton, também compôs para Karen Carpenter e Herbie Hancock. Aliás, o nome original da música era Starlight.

O riffs e solos de guitarra da música Beat It, foram feito por Eddie Van Halen, da banda de heavy metal Van Halen.

Em 1983, no auge da carreira, Michael Jackson assinou um contrato para ser garoto-propaganda da Pepsi. Sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus durante as filmagens de um comercial, quando fogos de artifício deixaram seus cabelos em chamas.

Em janeiro de 1985, Michael Jackson organizou com o cantor Lionel Richie a gravação do single We Are The World. Ele e Lionel comporam a música em cerca de meia hora. Para a sua gravação foram convidados 43 músicos de sucesso na época, como: Kim Carnes, Cindy Lauper, Diana Ross, Kenny Rogers, Willie Nelson, Steve Wonder, Dionne Warwick, All Jarreau, Kenny Logins, Ray Charles, Bruce Springteen e Paul Simon.

Ganhou 23 Grammys ao longo de sua carreira.

Em 1993, Michael assumiu ser dependente de analgésicos. No mesmo ano, o cantor seria pela primeira vez acusado de abusar sexualmente de um menor de idade.

Tinha 1,78m de altura e pesava 64 quilos. Dizem que no dia de sua morte, Michael pesava míseros 51 quilos.

A venda de álbuns de Michael Jackson logo após a notícia de seu falecimento superou a de John Lennon e Elvis Presley na ocasião de suas mortes. O disco mais procurado pelos admiradores foi Number Ones, seguido de Thriller.

O Twitter ficou fora do ar por 10 minutos após a notícia sobre a internação e morte de Michael Jackson. A página caiu em razão do número de mensagens enviadas pelos usuários.

26/06/09

CURIOSIDADES SOBRE PABLO PICASSO


Segundo alguns biógrafos, Pablo Picasso teria saido do ventre de sua mãe sem respirar e, por isso, dado como morto. Quem o teria salvado foi um tio, que baforou a fumaça de seu charuto no rosto da criança e esta começado a chorar. A seguir, mais algumas curiosidades sobre Pablo Picasso.

Pablo Picasso, o gênio espanhol da pintura, começou a pintar antes de aprender a andar. A primeira palavra que ele aprendeu foi “lapis”. Pode-se, literalmente, dizer que a genialidade do pintor é genética.

O nome completo do pintor é Pablo Diego Jose Francisco de Paula Juan Nepomuceno Crispin Crispiniano de la Santisima Trinidad Ruiz Blasco Picasso y Lopez.

A obra de Picasso é classificada em períodos, sendo eles o Azul, Rosa, Africano, Cubismo, Analítico e Cubismo Sintético. O quadro Menino com Cachimbo, por exemplo, pertence ao Período Azul, fase em que houve a predominância dessa cor na obra do artista.

Consta que, ao longo de sua vida, Picasso produziu mais de 20 mil obras.

O painel Guernica foi inspirado no bombardeio da cidade espanhola de Guernica pelas forças nazistas. Pablo Picasso queria utulizá-lo como uma forma de denuncar os horrores da guerra. Na época, ao ser indagado por um militar alemão sobre quem fez Guernica, Picasso teria respondido: “Foram vocês”.

O quadro Menino com Cachimbo foi, até um tempo atrás, o mais caro do mundo. A obra de Picasso foi comprada pelo preço de U$ 104 milhões em 2004.

19/06/09

CURIOSIDADES SOBRE VICTOR HUGO


Todos sabem que Victor Hugo era poeta, dramaturgo e romancista. O que ninguém sabe é que o autor de Os Miseráveis também era arquiteto e pintor. Adiante, mais algumas curiosidades sobre esse que até hoje é considerado um dos maiores escritores de língua francesa.


O primeiro livro de poesias de Victor Hugo, chamado Odes e Poesias Diversas, foi publicado quando ele contava 20 anos de idade.

Os Trabalhadores do mar e Os Miseráveis consagraram Victor Hugo, mas seu personagem mais famoso é, sem dúvida, Quasimodo (o Corcunda de Notre Dame), do livro Notre Dame de Paris. Em 1996, o livro foi transformado em desenho animado pelos estúdios de Walt Disney.

Publicada em 3 de abril de 1962, a obra Os Miseráveis é uma das mais adaptas para o cinema e televisão da história da literatura. A peça da Broadway baseada na mesma história foi vista por milhões de pessoas em diversos países. No Brasil, Os Miseráveis foi transformada em novela em 1967, com Leonardo Villar e Maria Isabel de Lizandra nos papéis dos protagonistas Jean Valjean e Cosette.

Uma de suas manias era pedir ao criado que lhe escondesse as roupas para que, não tendo o que vestir, pudesse ficar em casa trabalhando.

Victor Hugo passou 20 anos de sua vida no exílio. Ferrenho opositor do imperador Napoleão III, o republicano Hugo foi obrigado a sair da França para se refugiar em países como Bélgica e Reino Unido.

Consta que Victor Hugo foi adepto do espiritismo. O escritor e poeta francês participou de sessões espíritas em que eram recebidas mensagens de pessoas famosas e personalidades da cultura como Moliére e Shakespeare. Mais tarde, Hugo escreveria o livro Conversando com a Eternidade, em que relata seu conhecimento e suas experiências com o espiritismo.

O funeral de Victor Hugo foi uma dos mais impressionantes que a França viu. O corpo foi velado sob o Arco do Triumfo e o cortejo acompanhado por mais de um milhão de pessoas. O panteão dos heróis da França foi reaberto para receber os restos mortais do escritos que, na época, era considerado herói nacional. No dia em que Hugo morreu, até as prostitutas de Paris ficaram de luto.

10/06/09

CURIOSIDADES: MÁRIO DE ANDRADE


Se vivesse hoje, Mário de Andrade iria adorar comunidades virtuais e programas de troca de mensagens. Provavelmente mandaria e-mails para os amigos todos os dias. Isso por que Mário tinha mania de trocar correspondências com intelectuais do porte de Manuel Bandeira, Tarsila do Amaral, Fernando Sabino e Carlos Drummond de Andrade. A seguir, mais algumas curiosidades sobre Mário.

O musicólogo, poeta, romancista, crítico de arte, professor universitário e ensaísta Mário de Andrade nasceu na cidade de São Paulo em 9 de outubro de 1893 e morreu em 25 de fevereiro de 1945, vítima de um enfarte do miocárdio.

O nome completo de Mário de Andrade era Mário Raul de Morais Andrade.

No campo da letras, o romance mais famoso de Mário de Andrade foi Macunaíma. No da poesia, o mais famoso foi Paulicéia Desvairada. Além dele, seus livros de poesia mais conhecidos são: Clã do Jabuti, Remate de Males, Losango Cáqui e Lira Paulistana.

Mário foi um dos mais entusiasmados defensores da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual participou ao lado de conhecidos e amigos como Anita Malfatti (uma de suas grandes amigas), Oswald de Andrade, Vitor Brecheret, Heitor Villa Lobos, Di Cavalcanti e outros.

O romance Amar, Verbo Intransitivo, de autoria de Mário, foi para o cinema com o título de “Lição de Amor”, com direção de Eduardo Escoreu.

A vida íntima de Mário era uma incognita. Alguns amigos achavam ser ele casto, mas a verdade é que Mário era homosexual.

05/06/09

GÊNIOS JUDEUS


De uma família judia, o escritor Isaac Bashevis Singer estudou em um seminário rabínico. Apesar de falar outras línguas, Singer sempre escrevia em íidiche e costumava usar a temática judaica – folclore, mitos, tradições – em seus livros.

Nascido numa família judia ortodoxa, Marc Chagall foi outra personalidade da cultura que passou a infância entre visitas à sinagoga e leituras assíduas dos livros sagrados do judaismo. A religiosidade de Chagall teve forte impacto em seu modo de vida e obra.

Outra personalidade judia foi a brasileira Clarice Lispector. A autora de A Hora da Estrela e Perto do Coração Selvagem era de uma familia judia de origem ucraniana.

Também de origem judaica, o compositor e maestro Gustav Mahler, por pressões e preconceitos, acabou se convertendo ao catolicismo romano.

A lista de cineastas judeus é grande, mas talvez os mais conhecidos sejam Sergei Eisenstein, Milos Forman, Woody Allen, Roman Polansky e Steven Sipielberg. Além de dirigir A Lista de Schindler e Munique, dois filmes de forte temática judaica, Spielberg produziu um documentário chamado Sobreviventes do Holocausto, que visa resgatar a memória dos judeus que sobreviveram à perseguição nazista.

Outros judeus famosos: Arthur Miller, J. D. Salinger, Allen Ginsberg, Gabriela Mistral, Italo Svevo, Sarah Bernhardt, Yves Montand, Primo Levi, Franz Kafka, Marcel Proust, Bob Dylan, George Gershwin, Stefan Zweig, Elias Canetti, Gertrude Stein, Isaac Asimov, Irving Berlin, Arnold Schoenberg, Leon Uris, Alberto Moravia, Saul Bellow, Nadine Gordimer, Norman Mailer, Isaac Babel e Johann Strauss.

16/04/09

NOMES VERDADEIROS


Você sabia que o compositor Adoniran Barbosa se chamava João Rubinato? E que o artista plástico Carybé era, na verdade, o pseudônimo de Hector Julio Paride Bernab? A seguir, você poder conferi o nome verdadeiros de outras personalidades da cultura brasileira:

Aleijadinho (escultor)–Antônio Francisco Lisboa
Cazuza (cantor e compositor)– Agenor de Miranda Araújo Júnior
Cora Coralina (poetisa) – Ana Lins de Guimarães Peixoto Bretas
Tom Jobim (cantor e compositor) – Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim
Carmen Miranda (cantora) – Maria do Carmo Miranda da Cunha
Pixinguinha (músico) – Alfredo da Rocha Viana Júnior
Malba Tahan (escritor) – Júlio César de Mello e Souza
Visconde de Taunay (escritor) – Alfredo D´Escragnolle Taunay

09/06/08

DOENÇAS E DEFICIÊNCIAS


Ainda hoje há uma certa polêmica sobre a enfermidade que acometeu Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Alguns acreditam que ele tenha sido vítima de “lepra deformante”. Por causa da doença, Aleijadinho perdeu alguns dedos das mãos e teve outros imobilizados. Para conseguir trabalhar, pedia que amarrassem o martelo e o cinzel às suas mãos. Aleijadinho não foi o único que ao longo da vida sofreu em virtude de problemas causados por enfermidades e acidentes. Cole Porter, Frida Kahlo e outros mitos da cultura também sofreram em virtude de acidentes. O que você verá nas próximas linhas é uma lista de personalidades que encararam limitações impostas pela vida, a começar pelo espanhol Cervantes.


Miguel de Cervantes perdeu o movimento da mão esquerda aos 24 anos numa batalha.

Castro Alves teve que amputar um dos pés em virtude de um ferimento de espingarda.

Em virtude de um acidente, a mitológica atriz francesa Sarah Bernhardt teve que amputar uma perna aos 71 anos de idade. Mesmo diante da tragédia, a atriz não esmoreceu. Continuou atuando e peregrinando em oturos campos da arte como a pintura, a escultura e a literatura.

A vida da pintora mexicana Frida Kahlo foi marcada por desgraças. Ainda criança, Frida ficou coxa em virtude de uma poliomielite. Mais tarde, quando já havia superado o problema, ela foi vítima de um acidente de ônibus que deixou sequelas pelo resto da vida. Começou a pintar seus quadros durante a convalescença. Seus auto-retratos expressam a dor e o sofrimento causados pelo acidente, além da dificuldade de levar uma gravidez até o final.

O pintor francês Toulouse-Lautrec sofreu dois acidentes seguidos na adolescência. No primeiro, quebrou uma perna e no segundo, ficou gravemente ferido da outra perna. Com o tempo, suas pernas acabaram se atrofiando e Lautrec parou de crescer. Na idade adulta, ele media 1,37 m de altura e tinha dificuldades de locomação.

Com as pernas quebradas devido a um acidente de cavalo, Cole Porter passou grande parte da vida com dificuldades de locomoção. A queda representou uma tragédia para o gênio da música norte-americana. Ao longo de 20 anos, Porter passou por cerca de 30 cirurgias. Com o tempo, uma das pernas teve que ser amputada. Com a auto-estima afetada, Porter passa seus últimos dias como um homem recluso e derpimido.

A pintora brasileira Anita Malfatti tinha um problema congênito no braço direito. Com os movimentos do braço e da mão limitados, Anita foi obrigada desde cedo a se tornar canhota. Era por isso que, em tom sarcástico, ela afirmava que ao invés de Malfatti, devia ser chamada de “Mal-feita”.

O inglês John Milton ficou totalmente cego aos 44 anos. Sem poder enxergar, o poeta viu-se obrigado a ditar seus versos para uma pessoa que o anotava.

Com Jorge Luís Borges as coisas não foram diferentes. Acometido por uma cegueira de origem hereditária, o escritor argentino passou por oito cirurgias nos olhos. Borges, um dos maioes escritores latino-americanos do século XX, chegou ao fim da vida completamente cego.

Outro grande gênio vitimado pela cegueira no final da vida foi o escritor irlandês James Joyce.

Haendel, um dos maiores compositores de todos os tempo, começou a perder a visão aos 66 anos. Quando faleceu, o autor de O Messias estava coma visão totalmente comprometida. Nem as três operações nos olhos serviram-lhe para recuperar a visão do compositor de origem alemã.

Homero, o autor dos célebres poemas Ilíada e Odisséia, era cego.

Tal como Borges, Joyce e outros, o português Camilo Castelo Branco também teve sérios problemas de visão. Ao se suicidar, em 1890, o escritor já não conseguia enxergar quase nada.

Devido ao um envenenamento causado pelo chumbo presente em alguns tipos de tinta, o pintor Goya passou parte da vida parcialmente cego e totalmente surdo.

Ao chegar na velhice, Edgar Degas também foi acometido por problemas de visão. Com a vista deteriorada, o pintor francês passou a trabalhar mais o tom “pastel” e a se dedicar a uma outra atividade: a escultura.

Contemporâneo e amigo de Degas, o também francês Claude Monet sofreu por causa da catarata. A evolução da doença teve grande influência na pintura de Monet. Ele deixou de pintar detalhes e muitas de suas obras pareciam mais pinturas abstratas.

Acometido pela surdez, Beethoven tinha dificuldades para escutar até os aplausos da platéia durante a apresentação de suas obras. Ao compôr sua Nona Sinfonia, o mestre da música já estava totalmente surdo.

Outro gênio da música que teve problemas auditivos foi o compositor brasileiro Ernesto Nazareth. A surdez evoluíra de tal forma que, no final da vida, para conseguir escutar suas próprias composições, ele precisava se debruçar sobre o piano.

Outro gênio da cultura universal que se tornou surdo foi o escritor Jonathan Swift.

Gustave Flaubert era epilético. Em virtude da doença, o autor de Madame Bovary e A Educação Sentimental passou boa parte da vida isolado em Rouen, a mesma cidade onde nasceu.

Outro que sofreu por causa da epilepsia era o escritor brasileiro Machado de Assis. Além de epilético, o autor de Memórias Póstumas de Brás Cubas era gago.

Fiodor Dostoievski também era epilético. Conta-se que ao longo da vida o escritor russo teve cerca de 400 crises convulsivas.

Segundo contam alguns biógrafos, o modo sensual de andar da norte-americana Marilyn Monroe - considerada um dos maiores mitos da história do cinema - devia-se em parte ao fato da atriz possuir uma perna mais curta do que a outra.

Alfred Hitchcock (diretor de clássicos como Psicose, Um Corpo que Cai e Os Pássaros) não tinha o umbigo.

Pouco se sabe a respeito do fabulista grego Esopo. Alguns dizem que além de ex-escravo, Esopo era corcunda e gago.

“Queixinho”, era esse o apelido do compositor Noel Rosa quando criança. As gozações foram motivadas por um defeito no maxilar causados por problemas no parto. Noel Rosa ficou com o queixo deformado no momento de seu nascimento.

03/06/08

MORTES TRÁGICAS E CURIOSAS


Não foram poucos os artistas, escritores e cantores que tiveram um fim trágico. Como veremos a seguir, a lista é longa e inclui nomes como Gaudí, Albert Camus, John Lennon e outros.

Gonçalves Dias, poeta brasileiro autor do famoso poema Canção do Exílio, morreu num naufrágio quando retornava de uma viagem à Europa.

O escritor Manuel Antônio de Almeida morreu aos 30 anos quando o navio em que estava naufragou no litoral do Rio de Janeiro.

Outro grande nome da cultura universal que morreu num naufrágio foi Percy Shelley. O poeta inglês morreu aos 29 anos num naufrágio na costa italiana.

O escritor francês Albert Camus faleceu em um acidente de carro a caminho de Paris.

Além de Albert Camus, outro gênio da cultura francês que morreu num acidente de automóvel foi o escultor Aristide Maillol.

Não menos trágico foi o destino da norte-americana Grace Kelly. A atriz e princesa de Mônaco perdeu a vida num acidente de automóvel.

Considerado um dos maiores mitos do cinema do século XX, o ator James Dean perdeu a vida quando dirigia seu carro a mais de 150 km/h numa estrada da Califórnia. O acidente fez com que Dean, de carreira meteórica no cinema, perdesse a vida aos 24 anos de idade.

Carlos Gardel, grande ícone da cultura de massas argentina, morreu em um acidente de avião em Medellín, na Colômbia.

Antoine de Saint-Exupery, autor francês que escreveu O Pequeno Príncipe, faleceu na queda do avião que pilotava no norte da África.
O compositor e trombonista norte-americano Glenn Miller, lendária figura de sua época, perdeu a vida num acidente de avião entre Londres e Paris. Nem os destroços do avião, nem os corpos dos ocupantes foram recuperados.

O cantor Ritchie Valens morreu vítima de um acidente aéreo quando, em virtude do mal tempo, a aeronave em que estava bateu numa montanha.

Pier Paolo Pasolini, diretor de cinema italiano, foi assassinado por um garoto de programa.

O Beatle John Lennon foi assassinado por um tiro à queima-roupa disparado por um fã. John Lennon morreu a poucos metros do prédio onde morava.

O poeta e dramaturgo espanhol Federico Garcia Lorca foi assassinado durante a Guerra Civil Espanhola.

O autor do clássico Os Sertões, Euclides da Cunha, morreu baleado pelo homem que se tornara amante de sua esposa.

O jornalista, escritor e humorista Leon Eliachar foi assassinado a mando de um fazendeiro com cuja esposa o humorista vinha mantendo um romance.

O assassinato do dramaturgo inglês Christopher Marlowe ocorreu durante uma briga numa taverna. Marlowe morreu muito jovem, aos 29 anos. Outra versão dá conta de que Marlowe foi morto durante uma orgia.

O pintor renascentista Rafael morreu aos 37 anos de idade vitimado pela peste.

A doença que matou Ticiano foi a mesma de Rafael. O pintor morreu vítima da peste que assolou a cidade de Veneza na década de 1575.

O arquiteto espanhol Gaudí morreu atropelado por um bonde.

O pintor futurista italiano Umberto Boccioni morreu em consequência da queda de um cavalo.
Durante muito tempo acreditou-se que Primo Levi tenha se suicidado. Hoje, a hipótese mais aceita é que a morte do escritor italiano tenha sido um acidente. Levi caiu no poço da escadaria do prédio onde morava.

Émile Zola, escritor francês, faleceu asfixiado pela fumaça devido a um entupimento na chaminé de sua casa.

O pintor brasileiro Cândido Portinari morreu intoxicado pelas tintas que utilizava para cômpor seus quadros.

A bailarina Isadora Duncan foi outra personalidade que teve uma morte banal e ao mesmo tempo trágica. A morte de Isadora ocorreu quando sua encharpe enroscou na roda traseira co seu carro e quebrou-lhe o pescoço.

Condenado à morte por uma falsa acusação de sacrilégio ou por ter zombado dos habitantes da cidade de Delfos, o fabulista grego Esopo terminou seus dias depois de ser jogado de um precipício.

Ésquilo, considerado por muitos o criador da tragédia grega, morreu ao ser atingido por uma tartaruga que uma águia deixara cair sobre sua cabeça.

07/05/08

CURIOSIDADES SOBRE JORGE AMADO


Curiosidades sobre Jorge Amado, o maior escritor que a Bahia teve.

Dizem que Pablo Picasso aprendeu a desenhar antes de dar os primeiros passos. Embora não tenha sido tão precoce, o escritor brasileiro Jorge Amado publicou seu primeiro livro bastante jovem. O País do Carnaval, seu primeiro romance, foi editado quando Jorge conta 19 anos de idade.

Perseguido por seu ativismo politico, Amado foi obrigado a viver em vários países até voltar em definitivo para o Brasil. Membro do Partido Comunista Brasileiro (pelo qual se elegeu deputado), Amado teve seus livros recolhidos e queimados em praça pública durante o governo do então presidente Getúlio Vargas. Entre os países que acolheram o autor de Tieta do Agreste e Jubiabá estão Argentina, Uruguai, França e a antiga Tchecoslováquia.

Jorge Amado conheceu dezenas de jornalistas e escritores em suas andanças pelo mundo. Além de marido da famosa escritora Zélia Gattai, o baiano Jorge era amigo de Carybé, Pierre Vergé e Dorival Caymmi. Também conviveu com o cineasta Glauber Rocha, outro baiano ilustre. Conheceu Rubem Braga (com quem dividiu o mesmo teto por um curto período), Rachel de Queiróz (que o incentivou a entrar na militância política) e o chileno Pablo Neruda (que foi companheiro de viagens). Além de conhecido de Vinicíus de Morais e receber a visita do cineasta Roman Polanski, teve intensa amizade com os intelectuais franceses Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre.

Os personagens mais famosos do escritor baiano foram, talvez, Tieta do Agreste, Gabriela, Quincas Berro D´Água e Teresa Batista.

Jorge Amado é um dos escritores brasileiros mais traduzidos no mundo. É também um cujo obra recebeu mais adaptações. Terras do Sem-fim, Tieta do Agreste e Gabriela, por exemplo, viraram novelas transmitidas em horário nobre.

27/03/08

CINEMA, CURIOSIDADES


Você sabia que o cineasta Federico Fellini (de Satyricon, Amarcord e A Doce Vida) chegou a trabalhar como desenhista de histórias em quadrinhos? Provalvelmente não. Essa e outras curiosidades da sétima arte podem ser conferidas nesse capítulo, uma coletânea de fatos sobre a sétima arte.


Em 1938, o cineasta Orson Welles assustou meio mundo com uma apresentação por rádio do clássico Guerra dos Mundos – do original H. G. Wells. Muita gente entrou em pânico. Milhares chegaram a acreditar que a Terra estava sendo invadida por seres alienígenas.

O primeiro desenho animado de longa-metragem, o clássico Branca de Neve e os Sete Anões, de 1937, foi criação dos estúdios de Walt Disney.

Aclamado como ganhador do Oscar de melhor filme e diretor pela produção Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, Woody Allen preferiu permanecer em Nova York tocando numa casa noturna a ir para Los Angeles receber o prêmio.

O filme Vento do Oriente, do cineasta francês Jean-Luc Godard, foi roteirizado por Daniel Cohn-Bendit, conhecido como líder das revoltas estudantis que sacudiram a França em 1968.

A norte-americana Grace Kelly abandonou a carreira de atriz no auge da fama para se casar com o príncipe Rainier, de Mônaco.

Outro grande mito do cinema que abandonou os sets de filmagem no auge foi a sueca Greta Garbo. Afastada das telas, ela só fez um pedido: que a esquecessem.

Outra personalidade que entrou para a história do cinema, mas acabou se afastando das telas foi a precoce Shirley Temple. A atriz, que se tornara um dos mais jovens mitos cinematrográficos, acabou seguindo um carreira que não tem nada a ver com o cinema: a de diplomata.

20/02/08

COMPOSITORES CLÁSSICOS, CURIOSIDADES


A seguir, algumas curiosidades sobre alguns dos maiores gênios da música erudita, começando pelo inimitável Arturo Toscanini.


Devido à sua memória notável, Toscanini era capaz de reger por horas uma orquestra sem olhar as partituras.

O compositor russo Sergei Prokofiev compôs a ópera O Gigante usando apenas as teclas brancas do piano.

O hino nacional da Finlândia foi composto pelo compositor clássico Jean Sibelius.

Haydn é autor do hino nacional austríaco, que mais tarde, com outra letra, passou a ter também o hino alemão.

Giuseppe Verdi escreveu a ópera Aída atendendo uma encomenda do governo do Egito para comemorar a inauguração do Canal de Suez.

Considerada uma das músicas mais famosas do mundo, a Nona Sinfonia, de Beethoven foi usada na trilha sonora de diversos filmes, entre eles A Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick.

Outro compositor cuja música é comumente usada em trilhas sonoras é Dvorák. O diretor Milos Forman, por exemplo, usou um tema de Dvorák no filme O Povo Contra Larry Flynt, de 1996. Dizem que música do compositor tcheco foi usada em pelo menos 74 filmes e programas de televisão.

A ópera Carmen, de Bizet, que foi um fiasco na estréia, conquistou público e crítica em pouquíssimo tempo. Passados dez anos do lançamento da obra, Carmen foi apresentada mil vezes apenas no continente europeu. A mesma obra inspirou novelas, séries de TV e filmes. Uma das primeiras adaptações foi feita na época do cinema mudo.A versão cinematográfica do consagrado Jean-Luc Godard foi uma das mais polêmicas: o diretor francês apresentou a cigana como uma guerrilheira.

Já a composição Bolero, de Maurice Ravel, é a música francesa mais executada em todo o mundo.

O tema de abertura da ópera O Guarani, do brasileiro Carlos Gomes, é até hoje executada no início dos espetáculos do Teatro Scalla de Milão, onde estreou em 1870. No Brasil, a ópera estreou na ocasião dos festejos do aniversário de 45 anos do imperador Dom Pedro II.

O italiano Rossini entendia tanto de cozinha quanto de música. Um prato conhecido como Tournedos Rossini (uma espécie de medalhão de filé com trufas laminadas), famoso na culinária internacional, é de autoria do compositor.

Falando em compositores clássicos, você sabia que Robert Schumman, além de um excelente músico, era um poeta de mão cheia?

Por sua postura anti-semita (ele publicou uma espécie de manifesto chamado O Judaísmo na música, em que atacava a influência judaica na Alemanha), o compositor Richard Wagner acabou sendo convertido a ídolo do movimento nazista de Adolf Hitler. Essa mesma postura fez com que levasse décadas para que uma música do compositor alemão fosse tocada por uma orquestra de Israel.

30/11/07

OS INTELECTUAIS E A 2ª GUERRA


O escritor alemão Günter Grass, que se celebrizou com o romance O Tambor, fez parte da Juventude Hitlerista e lutou no exército alemão na Segunda Guerra Mundial. Sua participação no regime nazista ainda pesa na biografia do escritor. Grass é até hoje acusado e repudiado como nazista.
Nas próximas linhas, você poderá ter uma idéia de quem foi e o que fizeram alguns icons da cultura universal durante a segunda grande guerra, a começar por Arturo Toscanini.

Durante a segunda guerra, Toscanini, que regera quase todas as grandes orquestras do mundo, se negou a reger na Itália e na Alemanha.

Marlene Dietrich recusou o convite de Adolf Hitler para ser uma espécie de atriz-símbolo do Terceiro Reich. A atriz alemã se naturalizou norte-americana e passou a fazer espetáculos (fez mais de 500) para animar as tropas aliadas.

Richard Strauss acabou se envolvendo, ainda que um tanto ingenuamente, com o regime nazista ao aceitar o cargo de presidente da Câmara de Música do Reich. Sua ligação com o regime nazista acabou sendo interrompida quando foi demitido por Goebbels. Pouco tempo depois, estouraria a Segunda Guerra Mundial.

O arquiteto alemão Walter Gropius, por pressão dos nazistas, foi obrigado a abandonar a Alemanha. Gropius foi para o Reino Unido e depois, para os Estados Unidos, onde fixou residência.

Morando em Berlim nos anos que antederam a guerra, Naum Gabo teve seu estúdio saqueado pelas tropas nazistas e foi obrigado a buscar refúgio em Paris.

Assim que estourou o conflito, o escritor James Joyce abandonou Paris, onde vivia, para buscar refugio no território neutro da Suiça.

Outro que foi obrigado a fugir de Paris no mesmo período foi o escritor Henry Miller. Ele retorna aos Estados Unidos, sua terra natal.

Perseguido pelos nazistas, o pintor Paul Klee acabou emigrando para a Suiça.

O pintor espanhol Joan Miró refugiou-se na Normandia, Espanha e fez várias viagens para os Estados Unidos na época do conflito.

Com a perseguição aos judeus promovida pelos nazistas Marc Chagall se refugiu nos Estados Unidos, só voltando à França em 1947.

Radicado na França, o pintor e fotógrafo Man Ray foi obrigado a voltar para os Estados Unidos, sua terra natal, durante a guerra que assolava a Europa.

Com a invasão da França pelos nazistas, Jean Renoir, filho do pintor Renoir, ser refugiou nos Estados Unidos.

Em 1938, fugindo do nazismo, Piet Mondrian foi para Londres, onde viveu até a cidade começar a ser bombardeada. Nessa época, exilou-se em Nova York.

Outra grande personalidade que se exilou nos Estados Unidos na época foi o compositor Bela Bartok.

Irlandês de nascimento, o dramaturgo Samuel Beckett era apaixonado por Paris. Talvez tenha sido por isso que, corajoso, ele permaneceu na cidade mesmo durante a ocupação alemã na segunda guerra.

Foi servindo à carreira diplomática em Hamburgo, na Alemanha, que Guimarães Rosa viu a ascensão do nazismo. Depois que o Brasil entrou na guerra, o autor de Sagarana, permaneceu detido na cidade até o término do conflito. Pouca gente sabe, mas Rosa e sua mulher ajudaram muitos judeus a fugirem das forças nazistas.

O pintor brasileiro Cícero Dias foi feito prisioneiro pelos alemães juntamente com seus compatriota Guimarães Rosa.

Aprisionado pela SS, o escritor italiano Primo Levi foi levado para o campo de concentração de Auschwitz, onde testemunhou os piores horrores da guerra. Levi sobreviveu à Auschwitz graças aos seus conhecimentos de química. Sua experiência no campo de concentração serviu de inspiração para boa parte de sua obra.

Na época da segunda guerra, o fotógrafo Henri Cartier-Bresson, que servia no exército francês, foi capturado e feito prisioneiro pelos alemães num campo de concentração. Após fugir das tropas nazistas, Cartier-Bresson se juntou à Resistência francesa.

Oficial do exército francês durante a guerra, André Malraux também foi capturado e feito prisioneiro pelas forças alemãs. Depois de uma fuga, Malraux acabou se unindo à resistência francesa. Ao terminar o conflito, ele trabalhou como assessor do general Charles De Gaulle.

Kurt Vonegut Jr. largou a universidade para se alistar no exército dos Estados Unidos. Feito prisioneiro pelos nazistas, o escritor sobreviveu ao histórico bombardeio da cidade de Dresden.

Marguerite Duras, escritora, cineasta e teatróloga francesa, engajou-se na Resistência contra os nazistas durante segunda grande guerra.

Outro que participou da Resistência foi o dramaturgo e escritor François Mauriac.

Além de colaborar na luta contra os nazistas, o escritor e dramaturgo Albert Camus foi incentivador e colaborador de um jornal de resistência chamado Combat.

Italo Calvino também participou da resistência ao fascismo.
Durante a guerra, o cineasta Roberto Rosselini fazia propaganda oficial ao mesmo tempo em que, às escondidas, registrava as atividades da resistência.

Na época da segunda guerra, Graham Greene (autor de Os Farsantes, O Poder e a Glória e O Americano Tranquilo) trabalhou como guarda de alerta aéreo contra os bombardeios-surpresa sobre Londres.

Outra personalidade que vigiou o espaço aéreo durante o conflito foi o pintor Francis Bacon.

Na época dos bombardeios sobre Londres, Henry Moore foi contratado para fazer desenhos da população londrina nos abrigos contra ataques aéreos noturnos. Foi nesse período que o artista criou a série Desenhos do Abrigo.

O escritor Antonio Callado, que viveu na Londres da década de 1940, foi testemunha dos bombardeios da cidade pela aviação nazista.

George Orwell (de A Revolução dos Bichos e 1984) trabalhou como correspondente de guerra para a BBC de Londres.

Em 1944, quase no final da Segunda Guerra Mundial, a escritora Clarice Lispector serviu num hospital da Força Expedicionária Brasileira em Nápoles, na Itália.

Na mesma época, o escritor Rubem Braga foi para a Itália trabalhar como correspondente de guerra.

Norman Mailer lutou na campanha norte-americana do Pacífico durante a segunda grande guerra.

O escritor norte-americano J. D. Salinger, de O Apanhador no Campo de Centeio, participou como soldado da invasão da Normandia no Dia D - que marcou o início do fim da Segunda Guerra Mundial.

O ator Humphrey Borgart foi outro que serviu à Marinha dos Estados Unidos na época da segunda grande guerra.
Já o escritor Irving Wallace serviu na Força Aérea norte-americana.

Alexander Soljenitisin lutou no exército soviético durante a Segunda Guerra Mundial.

Dashiell Hammet alistou-se no Exército norte-americano e foi sargento da Divisão de Ambulâncias Motorizadas.

Assim como muitos colegas norte-americanos, o pintor Roy Liechtestein também participa como soldado de várias frentes de batalha na Europa.

Na mesma ocasião, Ian Fleming trabalhou em missões perigosas como agente secreto do Serviço de Inteligência da Marinha Britânica.

A cantora Edith Piaf se apresentava unicamente para prisioneiros franceses. Na ocasião, ela colaborou na fuga de muitos prisioneiros de guerra.

Durante a segunda guerra, o compositor e trombonista Glenn Miller serviu no Exército dos Estados Unidos, onde alcançou o posto de capitão. Mais tarde, Miller acabou trabalhando como diretor da banda da Força Aérea norte-americana na Europa. Miller morreu na queda de um avião.

Antoine de Saint-Exupéry serviu como piloto na aviação aliada. O autor do clássico O Pequeno Príncipe participou de diversas missões perigosasa na segunda grande guerra. Sua morte prematura ocorreu com a queda de seu avião no litoral da França.

23/11/07

CERVANTES, CURIOSIDADES


Para quem leu ou Dom Quixote ou não e gostaria de saber detalhes sobre a vida do autor, ai vão algumas curiosidades a respeito de Miguel de Cervantes.

Por ter a mão esquerda deformada – consequência de um ferimento durante os anos em que viveu como soldado -, o escritor espanhol Miguel de Cervantes foi chamado de El Manco de Lepanto. Ao perder o movimento da mão, Cervantes contava apenas 24 anos.

Ao publicar a primeira parte do romance Dom Quixote, Cervantes tinha 57 anos.

O romance fez tanto sucesso na época da publicação que um anônimo escreveu uma segunda parte apócrifa do romance.

Dom Quixote e se fiel escudeiro Sancho Pança formaram uma das duplas mais conhecidas do universo literário mundial.

No período em que trabalhou como coletor de impostos, caiu sobre Cervantes a acusação de desfalque. Por conta dessa acusação, o criador de Quixote e Sancho foi obrigado a cumprir pena de prisão.

Cervantes despediu-se da vida recolhido num convento, pobre, esquecido e sem amigos.

01/11/07

NOTÍCIAS DE ALÉM-TÚMULO


Você sabia que, depois de morto, Moliére, um dos maiores dramaturgos de todos os tempos, teve seus restos atirados ao lixo? Além dessa, você poderá conferir algumas curiosidades sobre a morte e pós-morte de alguns dos maiores mestres e ídolos da cultura mundial, nas linhas a seguir.

Assassinado durante a Guerra Civil Espanhola, o poeta e dramaturgo Federico Garcia Lorca teve o corpo enterrado numa vala comum, onde repousa até hoje.

Passados 11 anos de sua morte, descobriu-se que a cabeça do compositor Haydn havia desaparecido. O crânio de Haydn só foi encontrado 86 anos depois de seu falecimento.

O túmulo do ex-líder do grupo de rock The Doors, Jim Morrison, é, até hoje, um dos mais visitados do cemitério Pere-Lachaise, de Paris. Os milhares de fãs que o visitam todos os anos costumam depositar flores, cartas e até uísque na sepultura. Por conta disso, a administração do cemitério ameaçou várias vezes despejar Jim Morrison do local.

Centenas de pessoas costumam se reunir no Central Park, em Nova York, para lembrar a morte do músico John Lennon. O encontro sempre ocorre no início de dezembro, em frente ao prédio onde Lennon foi assassinado. Os fãs depositam flores, acendem velas e cantam os maiores sucessos do cantor.

O funeral de Victor Hugo foi um dos mais impressionantes que a França já viu. O corpo foi velado sob o Arco do Triumfo e o cortejo acompanhado por mais de um milhão de pessoas. O panteão dos heróis da França foi reaberto para receber os restos mortais do escritor que na época era considerado um herói nacional.

O Brasil inteiro se comoveu com o súbito falecimento da cantora Carmen Miranda. O velório e o enterro foram acompanhados por cerca de 500 mil pessoas. Enquanto chorava e lamentava a morte de Carmen, o povo cantava na surdina os principais sucessos da cantora. A multidão era tamanha que, passado o enterro, 75 sepulturas do cemitério ficaram danificadas.

Anos antes, o Brasil chorou a morte repentina e trágica do cantor Francisco Alves. Considerado um dos maiores ídolos populares da primeira metade do século XX, Francisco Alves causou comoção de norte a sul, de leste a oeste com a notícia de sua morte. Mais de 200 mil pessoas acompanharam o velório do cantor na Câmara Municipal da cidade do Rio de Janeiro. O cortejo até o cemitério São João Batista também reuniu multidões.

As pompas fúnebres da cantora lírica Maria Callas foram acompanhadas por milhares de pessoas. Enquanto o cortejo percorria as ruas de Paris, centenas de admiradores saudaram-na da maneira que a cantora mais gostava: “Brava Maria! Brava Callas!”. Depois de cremada, as cinzas da cantora, de origem grega, foram jogadas no Mar Egeu.

Outra morte que causou comoção (e até histeria) foi a de Rodolfo Valentino. Ao tomarem conhecimento que Valentino tinha falecido, centenas de pessoas se aglomeraram na frente ao hospital onde ele estava internado. Mulheres entraram em desespero, algumas tentaram o suicídio. Valentino foi homenageado por Hollywood e por cerca de 100 mil pessoas. Conta-se que todos os anos, religiosamente, no aniversário da morte do ator, uma dama de negro costumava depositar flores em seu túmulo.

Atendendo ao desejo do compositor, o corpo de Chopin foi enterrado na França com terra polonesa e seu coração enviado para Varsóvia. Chopin nasceu no interior da Polônia, terra que amava tanto quanto a França, onde viveu grande parte de sua vida.

Oito milhões de cópias dos discos de Elvis Presley se esgotaram em apenas cinco dias após sua morte, ocorrida em agosto de 1977.

O túmulo do cantor Elvis Presley é um dos mais visitados do mundo. No aniversário de sua morte, milhares de fãs acorrem à mansão onde Elvis viveu para prestar homenagens ao Rei do Rock. O local é preservado como um santuário. A devoção chegou a tal ponto que alguns acreditam que esteja surgindo uma nova religião com Elvis Presley como objeto de culto.

Ainda sobre Elvis Presley: 7% dos norte-americanos acreditam que Elvis, o maior nome do rock de todos os tempos, continua vivo.

26/10/07

TARSILA DO AMARAL


Tarsila do Amaral nasceu na cidade de Capivari, Estado de São Paulo, em 1886 e morreu na cidade de São Paulo em 1973. Pintou o seu primeiro quadro aos 16 anos. Acabou estudando com o célebre pintor Pedro Alexandrino. Além dessas, você poderá conferir outras curiosidades sobre a talentosa pintora nas linhas a seguir.


Apesar de não ter participado da Semana de Arte Moderna de 1922, Tarsila foi grande amiga dos modernistas. Conhecia Mário de Andrade, Anita Malfatti, Vitor Brecheret, Menotti del Picchia, Heitor Villa-Lobos e outros. Foi casada durante algum tempo com o dramaturgo, poeta e escritor Oswald de Andrade.

Tarsila do Amaral pintou o Abaporu para dá-lo de presente a Oswald de Andrade, que na época era seu marido.

O Abaporu foi o quadro brasileiro arrematado em leilão pelo maior valor até hoje. Um colecionador argentino pagou pela obra o valor recorde de 1,5 milhão de dólares. Hoje ele faz parte do MALBA, o museu de arte latino-americana de Buenos Aires.

Ao perder a filha e a neta muito jovens, Tarsila foi buscar amparo no espiritismo. A dor e a depressão causadas pela morte de ambas só foram vencidas graças ao apoio e conforto do medium espírita Chico Xavier.

Tarsila adorava corrir os erros de português dos outros. Culta e de vocabulário extenso, ela se divertia com os deslizes gramaticais alheios. Outra mania da pintora era colecionar receitas. Vivia com um caderninho de anotações para copiar os ingredients dos pratos que gostava. Mas, quem pensou que ele era uma mestre-cuca está enganado. Tarsila era uma negação na cozinha. Só para não ter que fritar o ovo, ela comia a gema crua.

27/09/07

SUICIDAS ILUSTRES


Ninguém sabe ao certo o que ocorreu ao escritor soviético Isaac Babel. Enquanto alguns especulam que ele tenha sido assassinado por forças stalinistas, outros acreditam que Babel tenha cometido suicídio. O fato é que o autor de Contos de Odessa e Contos Judaicos desapareceu e, até hoje, sua morte continua cercada de mistério.

Também existem duas versões para a morte de Montgomery Clift, ator de cinema norte-americano. Uma das versões diz que Clift faleceu devido a um ataque cardíaco; a outra , que ele se suicidou com uma overdose de drogas. O fato é que o ator, que atuou em filmes como Rio Vermelho e Perdidos na Tormenta, morreu com 45 anos de idade, ainda muito jovem.

A morte de Tchaikovsky ocorreu em circunstâncias misteriosas. Acreditava-se que o compositor nascido na Rússia teria induzido a própria morte ao beber da água contaminada da cidade de São Petersburgo, que na época passava por uma epidemia de cólera. Recentemente alguns pesquisadores reuniram evidências de que o compositor tenha se suicidado por envenenamento. Uma hipótese mais recente, porem, afirma que é possível que Tchaikovsky tenha sido assassinado.

Embora muitos biógrafos discordem da verdadeira causa da morte da atriz (e mito!) Marilyn Monroe, acredita-se que ela tenha se suicidado ingerindo uma grande quantidade de álcool misturada com drogas. Antes de morrer, Marilyn passava por forte crise depressiva, o que reforça a tese de que a atriz tenha realmente dado fim à pròpria vida.

Jean-Michel Basquiat, artista plástico nascido nos Estados Unidos, botou ponto final na própria vida com uma orvedose de heroína

Considerado um dos maiores mitos do rock do final do século XX, Kurt Cobain matou-se em 1994, aos 27 anos. Viciado em drogas e sentindo o peso da fama, o líder da banda Nirvana acabou se suicidando com o tiro de espingarda na boca.

Jim Morrison, vocalista e líder do grupo de rock The Doors perdeu a vida numa banheira de um hotel de Paris depois de tomar uma overdose de drogas misturada com bebidas alcóolicas.

Filha de artista e mãe de artista, a cantora e atriz norte-americana Judy Garland tirou a própria vida com um coquetel de drogas e álcool. Judy suicídou-se em 1969, aos 57 anos, após várias tentativas fracassadas de dar um fim à própria vida.

O escritor Jack London morreu em 1916, aos 40 anos, após tomar uma overdose de morfina em sua fazenda no Estado da Califórnia, Estados Unidos. London foi um dos escritores norte-americanos mais lidos no exterior no início do século XX.

O ator, diretor de teatro e cineasta Rainer Werner Fassbinder foi outro que se matou com uma overdose de drogas.

O poeta e escritor de origem galesa Dylan Thomas morreu jovem, aos 39 anos. Dizem que Thomas se suicidou ingerindo uma grande quantidade de álcool.

O escritor austríaco Stefan Zweig suicidou-se com uma dose letal de veneno na casa em que morava, na cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro. A ascenção do totalitarismo nazista e os rumos que vinham tomando a Segunda Guerra Mundial fizeram com que, deprimido, Zweig e sua esposa, Lotta optassem por tirar a própria vida.

O escritor português Camilo Castelo Branco, mais conhecido no Brasil pelo romance Amor de Perdição, deu um fim à própria vida com um tiro na cabeça.

Foi na cidade do Rio de Janeiro, na rua, que o escritor Pedro Nava (autor de Baú de Ossos, O círio perfeito e outras obras), matou-se com um tiro de revólver na cabeça.

O escritor norte-americano Ernest Hemingway, famoso por livros como Adeus às Armas, Por Quem os Sinos Dobram e o Sol também se Levanta, suicidou-se em sua propriedade, no Estado norte-americano de Idaho, com um tiro certeiro de espingarda na cabeça. Com problemas de depressão, ele já tentara acabar com a própria vida outras cinco vezes.

Angustiado pela pobreza e por problemas mentais – chegando a ser internado várias vezes em instituicões psiquiátricas -, o pintor Vincent Van Gogh tentou o suicídio em 27 de julho de 1890 com um tiro no próprio peito. Moribundo, ele morreria dois dias depois em virtude do ferimento causado pela bala.

Os problemas de saúde e a depressão fizeram com que o poeta português Antero de Quental se matasse com dois tiros no peito. Conta a lenda que o poeta se suicidou sentado num banco, em frente a um convento, em Portugal.

Tal como Van Gogh, foi com um tiro no peito que o poeta e dramaturgo soviético Vladimir Maiakovski se suicidou em 14 de abril de 1930.

E foi na noite de Natal de 1895 que o escritor Raul Pompéia, deprimido, acabou com a própria vida com um tiro no coração.

Preso por sua participação na Inconfidência Mineira, o poeta Claudio Manoel da Costa enforcou-se na prisão. Versões mais recentes de sua morte dão conta de que Costa tenha sido assassinado.

Em Janeiro de 1892, Guy de Maupassant tentou o suícidio cortando a própria garganta com uma navalha. O escritor sobreviveu, mas já próximo da loucura, teve que passar o resto dos seus dias internado em instituições psiquiátricas.

Yukio Mishima, escritor e dramaturgo nascido no Japão, matou-se praticando o haraquiri, uma espécie de suícidio ritual japonês. No haraquiri (ou seppuku), após cravar uma espada no abdomen, o suicída é imediatamente decapitado por uma segunda pessoa. Dessa forma, não há como o suicída sobreviver.

O escritor e dramaturgo russo Nikolai Gogol, matou-se aos 43 anos, de inanição Na ocasião de sua morte, Gogol pesava apenas 30 quilos. Antes de decidir-se pelo suicídio, Gogol tomou outra atitude drástica: jogar ao fogo os originais do ultimo romance que escrevia.

O escritor e poeta português Mário de Sá-Carneiro matou aos 26 anos, em um quarto de hotel envenenado-se com uma dose letal de arsênico.

Conta-se que, passando por uma grave crise de depressão, a escritora Virginia Woolf tentou o suicídio atirando-se num rio. O corpo da autora do clássico Orlando só foi encontrado três semanas depois.