27.7.10

QUEM FOI BOB MARLEY?


O verdadeiro nome de Bob Marley era Robert Nesta Marley.

Marley nasceu em 6 de fevereiro de 1945 em Saint Ann, no interior da Jamaica. Seus pais eram Norval Sinclair Marley, um militar branco inglês, e Cedella Booker, uma adolescente negra.

Norval e Cedella casaram-se em 9 de julho de 1944. Norval, porém, abandonou Cedella no dia seguinte ao casamento. Apesar de raramente encontrar a esposa e o filho, Norval continuou dando apoio financeiro a eles.

Com a morte de Norval em 1955, Cedella e o pequeno Marley se mudaram para Kingston, capital da Jamaica.

Marley costumava ser alvo de chacotas e brincadeiras de mal gosto dos garotos da vizinhança por ser mulato e por ter baixa estatura.

Antes de se tornar famoso, Marley chegou a trabalhar em uma oficina mecânica e até a ler as mãos das pessoas.

Marley tornou-se conhecido pelo seu trabalho com o grupo de reggae The Wailers, que incluía outros dois célebres músicos, Bunny Wailer e Peter Tosh.

Seu primeiro sucesso internacional foi a música No Woman No Cry, de 1975, com o grupo The Wailers.

Em 1976, dois dias antes de um show gratuito organizado por ele e pelo então primeiro-ministro jamaicano Michael Manley durante o período eleitoral, Marley, sua esposa Rita e o empresário Don Taylor foram vítimas de um atentado na residência do cantor em Hope Road. Marley sofreu ferimentos leves no braço e no tórax. Acredita-se que o tiroteio teve motivações políticas, já que o concerto foi visto como um gesto de apoio ao primeiro-ministro.

Marley fez o show, mas deixou a Jamaica no final de 1976 e foi para a Inglaterra, onde gravou os álbuns Exodus e Kaya. Lá, foi preso pela posse de um cigarro de maconha.

Marley foi convidado a tocar nas comemorações pela independência do Zimbabue em abril de 1980.

Bob Marley era adepto da religião rastafari. Pode-se, inclusive, dizer que ele era um missionário rasta, fazendo com que a religião fosse conhecida internacionalmente. Em suas canções Marley pregava fraternidade e paz para toda a humanidade. Antes de morrer ele foi inclusive batizado na Igreja Ortodoxa da Etiópia com o nome Berhane Selassie.

O rastafarismo nasceu na Jamaica e idolatrava o líder etíope Haille Selassie. Em geral, os “rastas” são naturalistas, vegetarianos, pregam a paz entre os povos e idolatram a cultura Africana. Dizem que a verdadeira origem da palavra rastafari é aramaica e significa “príncipe da paz”.

Marley era um grande defensor da maconha, usada por ele no sentido da comunhão, apesar de que seu uso não é consenso entre os rastafáris. Na capa de Catch a Fire inclusive ele é visto fumando um cigarro de maconha, e o uso espiritual da cannabis é mencionado em muitas de suas músicas.

Em julho de 1977, Marley descobriu uma ferida no dedão do pé direito, que ele pensou ter sido provocada por um acidente em um jogo de futebol. A ferida não cicatrizou, e sua unha posteriormente caiu. Foi aí que ele descobriu sofrer de um tipo de câncer de pele chamado melonoma malino, que se desenvolveu em seu dedo. Os médicos o aconselharam a amputar o dedo, mas Marley recusou. O câncer espalhou-se para seu cérebro, pulmão e estômago.

Um mês antes de sua morte, Bob Marley foi premiado com a Ordem ao Mérito Jamaicana. Ele queria passar seus últimos dias na Jamaica, mas a doença se agravou e Marley teve de ser internado nos Estados Unidos. Bob Marley faleceu no hospital Cedars of Lebanon no dia 11 de maio de 1981 em Miami, Flórida, aos 36 anos.

Ao falecer, Marley estava completamente calvo. Para esconder a careca, seus dreads originais foram colados em sua cabeça. Antes de ser atingido pelo câncer, a última vez em que Marley havia cortado a longa cabeleira foi em 1968.

Marley foi enterrado em Nine Miles, perto de sua cidade natal. Junto com o corpo foram enterrados sua guitarra, uma bola de futebol, um pote com maconha, um sino e uma Bíblia.

Interpretada pelo The Wailers, a música One Love foi escolhida pela BBC como uma das canções do século XX. Já o disco Exodus foi eleito o Álbum do século pela revista norte-americana Time.

Ziggy Marley, filho de Bob, estreou em disco em 1985, quando tinha apenas 17 anos. Ziggy é considerado successor musical de Marley.

18.6.10

CURIOSIDADES E CITAÇÕES DE JOSÉ SARAMAGO


Em 18 de Junho de 2010, morreu na Ilha de Lanzarote, o escritor português José Saramago. Tido como um escritor polêmico, Saramago foi um dos mais importantes homens de letras da língua portuguesa do século XX e, talvez, de toda a história.
Nas linhas a seguir, você poderá conferir alguns detalhes sobre a vida e conhecer algumas citações de Saramago.


O nome verdadeiro do escritor português José Saramago é José de Sousa Saramago.

José Saramago nasceu em Azinhaga em 16 de novembro de 1922 e faleceu na Ilha de Lanzarote (que faz parte das Ilhas Canárias) no dia 18 de junho de 2010.

Além de escritor, José Saramago era jornalista, dramaturgo e poeta.

Além de vencer o Prêmio Camões (o mais importante da língua portuguesa), Saramago ganhou o prêmio Nobel de literatura.

Além de comunista, Saramago sempre foi um ateu convicto. Ele foi membro do Partido Comunista Português.

Seu primeiro emprego foi de serralheiro mecânico. Assim como o brasileiro Carlos Drummond de Andrade, Saramago trabalhou durante muito tempo como funcionário público.

Terra do Pecado, o primeiro livro de Saramago, foi publicado quando ele tinha apenas 25 anos.

Rejeitado pelos editores, o segundo livro – chamado Clarabóia – permanece inédito até hoje.

Após Terra do Pecado, Saramago só viria a publicar outro romance 30 anos depois. Terra do Pecado saiu em 1947 e Manual de Pintura e Caligrafia em 1977.

O estilo literário de Saramago é único na língua portuguesa. Quer um exemplo? Ele praticamente não usa travessões nos diálogos.

O escritor foi acusado de anti-semitismo por declarar em uma entrevista a um jornal brasileiro que “os judeus não merecem a simpatia pelo sofrimento por que passaram durante o holocausto”. Na verdade, Saramago tentou criticar a posição de Israel no conflito israelense-palestino.

Ele também foi duramente criticado pela direita norte-americana quando ganhou o prêmio Nobel de literatura, talvez por seu ateísmo e suas posições políticas de esquerda.

Saramago foi um grande crítico do Papa Bento XVI na época em que ele respondia apenas por Cardeal Joseph Ratzinger.

Sua mudança de Portugal para as Ilhas Canárias ocorreu, pelo menos em grande parte, por causa das críticas ao livro O Evangelho Segundo Jesus Cristo.

Pouca gente deve saber, mas José Saramago quase migrou para o Brasil nos anos 60.

Os livros de José Saramago publicado no Brasil são: "O Ano da Morte de Ricardo Reis" (1988), "A Jangada de Pedra" (1988), "História do Cerco de Lisboa (1989), "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" (1991), “Manual de Pintura e Caligrafia” (1992), "In Nomine Dei" (1993), “Objecto Quase” (1994), "Ensaio sobre a Cegueira" (1995), "A Bagagem do Viajante (1996),"Memorial do Convento" (1996), "Cadernos de Lanzarote" (1997), "Todos os Nomes" (1997), "Viagem a Portugal" (1997), "Que Farei com Este Livro?" (1998), "O Conto da Ilha Desconhecida" (1998), "Cadernos de Lanzarote II" (1999), "A Caverna" (2000), "A Maior Flor do Mundo" (2001), "O Homem Duplicado" (2002), "Ensaio sobre a Lucidez" (2004), "As Intermitências da Morte" (2005), "Don Giovanni ou o Dissoluto Absolvido" (2005), "A Jangada de Pedra" (2006, edição de bolso), "As Pequenas Memórias" (2006),"A Viagem do Elefante" (2008), "O Caderno" (2009) e "Caim" (2009).

Confira abaixo algumas citações de José Saramago:


Só se nos detivermos a pensar nas pequenas coisas chegaremos a compreender as grandes.

Os escritores e artistas trabalham nas trevas e, como cegos, tateiam na escuridão.

Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia mais.

Tolerar a existência do outro e permitir que ele seja diferente ainda é muito pouco. Quando se tolera, apenas se concede, e essa não é uma relação de igualdade, mas de superioridade de um sobre o outro.

O que realmente nos separa dos animais é a nossa capacidade de esperança.

Aprendi a não tentar convencer ninguém. O trabalho de convencer é uma falta de respeito, é uma tentativa de colonização do outro.

Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia.

A carne é fraca e os políticos são feitos de carne. No momento em que o cidadão renuncia a intervir na vida política do país, o poder real escapa-lhe das mãos.

Fisicamente, habitamos um espaço, mas, sentimentalmente, somos habitados por uma memória.

Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo.

Independência absoluta não existe. Vivemos numa sociedade de interdependências que se expandem em progressão geométrica.

O único progresso verdadeiro é o progresso moral. O resto é simplesmente ter mais ou menos bens.

Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.

O que as vitórias têm de mau é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas.

29.1.10

CURIOSIDADES SOBRE J. D. SALINGER


J. D. Salinger, ou simplesmente Jerome David Salinger, nasceu em nova York em 01 de Janeiro de 1919 e morreu em 27 de Janeiro de 2010, aos 91 anos.

O escritor participou como soldado da invasão da Normandia no chamado Dia D – que marcou o início do fim da Segunda Guerra Mundial.

Salinger escreveu diversos livros, mas o que o tornou famoso de fato foi O Apanhador no Campo de Centeio, escrito em 1951.

O Apanhador No Campo de Centeio retrata a vida do adolescente Holden Caufield, e trata basicamente da relação de um adolescente com o mundo. Apesar de ter sido lançado na década de 50, O Apanhador vende cerca de 200 mil cópias por ano.

Um dos maiores fãs de O Apanhador é Mark Chapman, o homem que matou John Lennon. Segunda algumas testemunhas, Chapman teria lido um trecho de O Apanhador em seu julgamento.

Conta-se que o atirador que tentou matar o ex-presidente Ronald Reagan também teria se inspirado no best-seller de Salinger.

O Apanhador é citado em diversos filmes, entre os quais O Iluminado e Noivo Neurótico, Noiva Nervosa. Em Teoria da Conspiração, Mel Gibson interpreta um personagem obcecado pelo livro.

Em 1953, Salinger abandona Nova York para viver isolado numa cidade de 11 mil habitantes chamada Cornish, em New Hampshire.

O último trabalho de J. D. Salinger foi publicado em 1965, na revista The New Yorker. Sua última entrevista foi em 1974, 36 anos antes de sua morte.

Nos anos 1990, a vida do recluso Salinger foi totalmente exposta por uma ex-namorada, Joyce Maynard, no livro Abandonada no Campo de Centeio. Joyce conta que os dois tiveram um romance nos anos 70, quando ela contava 18 anos e ele era quase sessentão.

Por mais que tentasse viver isolado, sempre surgiam novos detalhes da vida de Salinger. Em 2000 foi sua filha, Margareth Salinger, que lançou um livro sobre ele, intitulado Dream Catcher – A Memoir.

Em 2009, o suceo Fredrik Colting é proibido pela justiça de publicar o que seria uma continuação de O Apanhador no Campo de Centeio.

11.1.10

QUEM DISSE O QUÊ SOBRE QUEM

O que disse Fernando Sabino sobre Pedro Nava, outro grande gênio da literatura brasileira? E o compositor Claude Debussy, o que achava da obra de Beethoven? O texto que vocês lerão a seguir trata exatamente disso: o que algumas personalidades da cultura disseram sobre outras personalidades e suas obras.

É uma catedral cercada de igrejinhas. (Fernando Sabino sobre Pedro Nava)

Ele é um fenômeno que podemos classificar como fato histórico. (Bertold Brecht a respeito de Charles Chaplin)

É a maior imagem estética do século XX. No século XXI ficará apenas uma imagem do cinema: a imagem de Carlitos. (Glauber Rocha sobre Charles Chaplin)

A Nova Sinfonia foi o pesadelo de todos os compositores que vieram depois de Beethoven. Eles a tomaram como um ideal a ser alcançado. Depois, perceberam que era uma tarefa impossível. (Claude Debussy, ao falar de Beethoven)

Jamais conheci um artista que exibisse tamanha concentração espiritual e tamanha intensidade, tanta vitalidade e grandeza de coração. (Goethe, também sobre Beethoven)

Bernard Shaw não tem inimigos. Em compensação, nenhum dos seus amigos gosta dele. (Oscar Wilde sobre George Bernard Shaw)

James Joyce me lembra um colegial repugnante espremendo espinhas. (Virginia Woolf a respeito de James Joyce)

Admiro e amo você como a alguém que vive em estado de graça com a poesia... seu lirismo tem a força e a delicadeza das coisas naturais. (Carlos Drummond de Andrade em reconhecimento ao talento de Cora Coralina. Detalhe: Drummond foi o primeiro grande poeta a reconhecer a obra de Cora Coralina)

Não houve no modernismo personagem mais viva do que ele. Manteve até o fim, quando outros “heróis” do movimento se haviam acomodado ou haviam evoluído, uma atitude tipicamente modernista. (Carlos Drummond de Andrade falando de Oswald de Andrade)

Ontem, hoje, amanhã: a vida inteira,/teu nome é, para nós, Manuel, bandeira. (homenagem de Carlos Drummond de Andrade a Manuel Bandeira)

Sei, por experiência, que no Brasil, todo sujeito inteligente acaba gostando de mim. (Manuel Bandeira em sua “modéstia”

Um dia, quando já não houver império britânico nem república norte-americana haverá Shakespeare; quando se não falar inglês, falar-se-á Shakespeare. (Machado de Assis sobre Shakespeare)

Nenhum escritor teve em mais alto grau a alma brasileira. (Machado de Assis, desta vez obre José de Alencar)

Só conheci três gênios na vida: Pablo Picasso, Alfred North Whitehead e Gertrude Stein. (Gertrude Stein sobre ela mesma)

Pablo (Picasso) e Matisse têm uma masculinidade própria dos gênios. Eu também. (Gertrude Stein, falando novamente – e “modestamente” - dela mesma. Detalhe: Stein era homossexual.)

Baudelaire é o primeiro vidente, rei dos poetas, um verdadeiro deus. (Arthur Rimbaud referindo-se a Baudelaire)

Beethoven é o maior compositor, mas Mozart é único. (Rossini sobre dois grandes gênios da música, Beethoven e Mozart)

Este jovem começa por onde eu acabo. (Giuseppe Verdi referindo-se a Carlos Gomes)

Victor Hugo não era para nós um astro - mas o deus mesmo, inicial e imanente, de quem os astros recebiam a luz, o movimento e o ritmo. (Eça de Queirós sobre Victor Hugo)


Esse rapaz ainda vai dar o que falar. (Mozart ao ouvir Beethoven improvisando ao piano)

Mann é o Goethe dos nossos dias. (Oswald de Andrade sobre Thomas Mann)

Moliére é tão grande que cada vez que o relemos surpreendemo-nos de novo. (Goethe sobre Moliére)

Não hé um motivo na vida que ele não tenha representado! E tudo com leveza e liberdade. (Goethe sobre Shakespeare)

Graciliano Ramos é um retratista sem fundo. Tudonele se concentra no que é o homem, no que é a tragédia de ser homem. (José Lins do Rego referindo-se a Graciliano Ramos)

Louvado seja São Tolstoi, que foi um leão magnífico entre os bichos domésticos. (Paulo Mendes Campos sobre Tolstoi)

Não tenho nada a declarar, exceto meu gênio. (Oscar Wilde, outro “modesto”, referindo-se a ele mesmo)

(Trecho do livro Coisas de Gênio - Fatos pitorescos e curiosidades sobres os maiores gênios da cultura universal)

19.11.09

CURIOSIDADES CIENTÍFICAS


O astrônomo dinamarquês Tycho Brahe (1546-1601) usava uma espécie de prótese no nariz. Tycho havia perdido parte do nariz em um duelo de espadas quando era estudante. Alguns biógrafos afirmam que ele usou uma prótese de ouro e prata. Análises em sua tumba revelaram, no entanto, que ela podia ter sido de cobre. Mas não importa se ele usou ou não prótese. Importante é que Tycho foi um grande ser humano e um dos maiores astrônomos de sua época. Suas análises dos movimentos dos planetas ajudaram Kepler a determinar o movimento desses corpos.
Nas próximas linhas, você poderá conferir curiosidades curiosidades sobre alguns dos maiores cientistas de todos os tempos.


O astrônomo polonês Nicolau Copérnico (1473-15430, que desenvolveu a Teoria Heliocêntrica, era cônego da igreja católica, médico e astrólogo.

O italiano Galileu Galilei (1564-1642)era um prodígio da ciência. Galileu desenvolveu estudos do movimento dos pêndulos, enunciou o princípio da inércia, melhorou o telescópio refrator, descobriu as manchas solares, pesquisou as fases de Vênus, desenvolveu a balança hidrostática, descobriu quatro luas de Júpiter, vizualizou as montanhas da Lua e… ufa!!!... contribuíu no desenvolvimento da Teoria Heliocêntrica.

Sir Isaac Newton (1643-1727), o cientista que formulou a Lei da Gravitação Universal, era simpatizante dos rosacruzes. Newton tinha amplo interesse no ocultismo, na alquimia e no estudo do apocalipse, chegando a calcular a data aproximada do fim do mundo.

Blaise Pascal contribuiu decisivamente para a criação de dois novos ramos da matemática: a geometria projetiva e a teoria das probabilidades. Fez também importantes estudos de física e química. Pascal tinha forte influência religiosa, chegando a publicar livros filosóficos-religiosos.

Sugerida pelo francês Joseph-Ignace Guilhotin (1738-1814), a guilhotina foi amplamente usada durante a Revolução Francesa. Calcula-se que 15 mil pessoas tenham sido guilhotinadas entre os anos de 1792 e 1799. Uma das mais famosas vítimas foi o químico Lavoisier (1743-1794). Alieas, foi Antoine-Laurent de Lavoisier quem descobriu que a água era composta por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio e não era uma substância primordial – como acreditava o grego Aristóteles.

A cientista Marie Curie (1867-1934) nasceu na Polônia (que na época fazia parte do império russo), sendo batizada como Maria Sklodowska. Casou-se com o cientista Pierre Curie, de quem adotou o nome e foi a primeira mulher a ser laureada com um Prêmio Nobel. Detalhe: ela também foi a primeira pessoa a ganhar dois prêmios Nobel, o de física e o de química.

O físico Albert Einstein (1879-1955) estava longe de ser um gênio precoce. A dificuldade do pequeno Albert para aprender era tamanha que seus pais estava convencidos de que ele tinha algum tipo de retardamento mental.

O naturalista Charles Darwin (1809-1882) sempre quiz ser médico – um clínico geral, talvez -, mas acabou optando pela biologia. O motivo? Darwin não suportava ver sangue.

Influenciado pela obra de Darwin, Francis Galton (1822-1911) formulou o conceito de eugenia e estudou a hereditariedade da inteligência humana. Galton acreditava na superioridade genética do “branco europeu” diante dos demais povos. Suas teorias influenciaram, ao longo do tempo, diversos grupos racistas. Curiosamente, foi o estudo da genética que desmentiu sua teoria.

O telescópio especial Hubble recebeu esse nome em homenagem ao astrônomo norte-americano Edwin Powell Hubble (1889-1953). Foi Hubble quem descobriu que as galáxias estão se afastando umas das outras e sugeriu que o universo podia estar se expandindo.

Edwin Hubble formou-se em Direito, mas abandonou a profissão de advogado para se dedicar à matemática e astronomia. Hubble também foi um excelente atleta, chegando a quebrar o recorde de salto em altura pelo estado de Illinois.

Considerado um dos maiores cosmologistas da atualidade, o inglês Stephen Hawking (1942-) é portador da esclerose lateral amiotrófica, doença degenerativa descoberta aos 21 anos e que foi, pouco a pouco, limitando seus movimentos. Em virtude de seus estudos nas áreas de termodinâmica, relatividade e gravidade quântica, Hawking se transformou em um dos cientistas mais populares do final do século XX. Escrito por Hawking, o livro O Universo Numa Casca de Noz foi best-seller em diversos países, inclusive no Brasil.

A popularidade do cientista Stephen Hawking é tamanha que um asteróide (o Hawking 7672) foi batizado com seu nome. Ele emprestou a voz para uma das músicas do disco The Division Bell, do grupo de rock progressivo Pink Floyd e participou de seriados (Star Trek – A Nova Geração) e desenhos animados (Os Simpsons, O Laboratório de Dexter e Futurama).

6.11.09

JIMI HENDRIX, JANIS JOPLIN, RITCHIE VALENS: MORTES PREMATURAS


O guitarrista norte-americano Jimi Hendrix e a cantora Janis Joplin morreram jovens. Mas, de todos os ícones da cultura mundial, talvez nenhum tenha morrido tão prematuramente como o norte-americano Ritchie Valens. O cantor faleceu num acidente de avião aos 17 anos de idade. Nas próximas linhas você verá uma relação de pessoas famosas que, assim como ele, morreram antes dos 40 – alguns, no auge da fama.

O poeta brasileiro Álvares de Azevedo viveu apenas 21 anos. Sua obra A Lira dos Vinte Anos foi publicada um ano após sua morte.

Castro Alves, autor do célebre poema O Navio Negreiro morreu de tuberculose aos 24 anos

O ator James Dean, considerado um dos maiores símbolos do cinema norte-americano também morreu prematuramente. Na época de sua morte, James Dean contava 24 anos de idade.

O compositor Noel Rosa morreu aos 26 anos.

O guitarrista Jimi Hendrix, um dos maiores mitos do rock, faleceu cedo, aos 27 anos de idade.

Também foi aos 27 anos que morreu a cantora norte-americana Janis Joplin.

Jim Morrison, cantor do grupo The Doors e ícone da cultura pop mundial, morreu com a mesma idade de Jimi Hendrix e Janis Joplin, aos 27 anos.

Outro que partiu jovem foi Kurt Cobain - líder da banda Nirvana -, que se suicidou aos 27 anos.

Percy Shelley, marido da escritora Mary Shelley, faleceu com 29 anos de idade.

Também foi aos 29 anos que o artista plástico Jean-Michel Basquiat morreu.

Outro poeta brasileiro que faleceu jovem foi Augusto dos Anjos. Foi aos 30 anos, vítima de uma doença no pulmão.

Manuel Antônio de Almeida, autor de Memórias de Um Sargento de Milícias, viveu apenas 3 décadas. O escritor brasileiro morreu aos 30 anos.

Rodolfo Valentino, ator de origem italiana, morreu no auge da fama, aos 31 anos de idade.

Considerado um dos maiores compositores clássicos de todos os tempos, o austríaco Franz Schubert morreu quando tinha 31 anos.

Cazuza, um dos maiores nomes do rock brasileiro, faleceu de aids ainda jovem, aos 32 anos de idade.

Vladimir Maiakovski também teve vida curta. O poeta russo contava 33 anos na época de sua morte.

A atriz Marilyn Monroe também teve vida curta. Marilyn veio a falecer repentinamente, com a idade de 36 anos.

A morte do pintor renascentista Rafael ocorreu quando ele tinha por volta de 37 anos.

O pintor francês Henri de Toulouse-Lautrec foi outro que faleceu antes dos 40. Na época de sua morte, Toulouse-Lautrec contava 37 anos.

O cantor Bob Marley, um dos precursores do reggae, morreu de câncer quando contava 37 anos de vida.

O poeta Arthur Rimbaud viveu o mesmo número de anos que Watteau, Marley, Rafael e Toulouse-Lautrec: 37.

O compositor Antonio Vivaldi também teve uma rápida passagem por esse mundo. Vivaldi perdeu a vida quando tinha 38 anos.

George Gershwin, um dos maiores compositores norte-americanos de todos os tempos, tinha 39 anos na época de seu falecimento.

O grande compositor franco-polonês Frederic Chopin viveu até os 39 anos.

Ao desaparecer em um acidente de avião, o músico norte-americano Glen Miller tinha 40 anos de idade.

A morte trágica do dramaturgo e poeta espanhol Federico Garcia Lorca aconteceu quando ele tinha 40 anos. Garcia Lorca morreu assassinado.

O suicídio do escritor norte-americano Jack London ocorreu quando ele contava 4 décadas de vida.

E finalmente, o consagrado poeta e contista Edgar Allan Poe morreu moribundo aos 40 anos.

2.10.09

CURIOSIDADES SOBRE HENRI MATISSE


Quando se fala em arte do século XX, as pessoas normalmente lembram de Pablo Picasso. Nenhum artista teve seu nome vinculado ao vanguardismo tanto quanto Picasso. Mas há outros, tão geniais quanto o gênio espanhol. Henri Matisse é um deles. Nascido na França, Matisse foi representante de um movimento chamado Fauvismo. Ele rejeitava a luminosidade dos impressionistas e apreciava o pleno uso da cor. Aliás, ninguém trabalhou a cor melhor que Matisse.
Para saber mais sobre Henri Matisse, tema de uma excelente exposição na Pinacoteca de São Paulo no segundo semestre de 2009, confira as curiosidades abaixo.


O francês Henri Matisse nasceu na região de Cateau-Cambrésis em 31 de dezembro de 1869.

Matisse estudou direito, só vindo a se dedicar a arte após um período de convalescença.

Os primeiros anos de casamento de Matisse foram realmente duros. Para complementar o orçamento familiar, sua esposa Amélie Parayre confeccionou chapéus. Matisse, por sua vez, trabalhou como assistente de cenógrafo.¬¬

Uma das primeiras pessoas a incentivar e investir na arte de Henri Matisse foi a escritora Gertrude Stein. Amiga de artistas e intelectuais, Stein foi uma das maiores agitadoras culturais européias do início do século XX.

Sua primeira exposição individual ocorreu em 1904, no Grand Palais. Na época, contava 35 anos de idade.

Matisse conheceu Picasso, Paul Signac e Gustave Moreau, vindo a ingressar no ateliê de Moreau.

Além de pintor e escultor, Matisse foi um excelente ilustrador. Além de ilustrar uma edição de As Flores do Mal, de Baudelaire, foi ilustrador de Ulisses, de James Joyce.

Fez figurinos e cenários para uma montaem teatral do clássico O Vermelho e o Negro, de Stendhal.

Matisse nunca parou de pintar, mesmo quando estava enfermo e de cama. Ele fixava lascas de carvão na extremidade de varas e rabiscava as paredes da suite do hotel Régina, em Nice, onde estava hospedado.

18.9.09

LEONARDO, O GÊNIO DE VINCI


Leonardo da Vinci era filho ilegítimo de uma camponesa chamada Caterina e um tabelião de nome Piero. Como não tinha sobrenome paterno, Leornado acabou adotando o Vinci – referência a localidade de Vinci, onde nasceu. Essa é apenas uma das curiosidades sobre Leonardo, que é considerado o maior gênio que a humanidade conheceu. Veja nas linhas abaixo mais algumas curiosidades e fatos pitorescos sobre o gênio que pinto Monalisa.


Com 16 anos de idade, Leonardo ingressou no ateliê de Andrea Verrocchio, onde se tornou aprendiz de pintor e escultor. Dizem que, surpreendido pelo gênio de Da Vinci, Verrocchio prometeu que nunca mais voltaria a pintar – promessa que, felizmente, não foi cumprida.

Aos 20 anos, afiliou-se a Corporação dos Pintores de Florença, onde recebeu encomendas e conheceu algumas das mais importantes personalidades de seu tempo. Mais tarde, mudou-se para Milão, onde passou a trabalhar para o duque Ludovico Sforza.

O afresco A Última Ceia – que mostra Jesus reunido com seus apóstolos, encontra-se no convento de Santa Maria delle Grazie, em Milão. Como Leonardo usou uma técnica diferente da comumente usada em afrescos, a pintura começou a descascar pouquíssimo tempo depois de pintada.

Enquanto alguns especialistas afirmam que A Última Ceia ficou pronta em três anos, outros apostam em quatro. Mas o fato é que ela recebeu inúmeros retoques ao longo dos 20 anos seguintes.

Da Vinci conheceu diversos intelectuais e artistas, entre os quais Rafael e Michelangelo. Consta que ele e Michelangelo não se bicavam.

Além de Florença e Milão, Leonardo ainda moraria em Veneza e Roma, mas acabou falecendo na França.

Não existem provas conclusivas, mas alguns indícios apontam que Leonardo da Vinci era gay. Um desses indícios é um processo que o acusava de, juntamente com outros três homens, manter relações homoafetivas com um rapaz de 17 anos que posava como modelo num dos ateliês em que trabalhou.

Da Vinci deixou mais de 13 mil anotações, sobre assuntos como anatomia, mecânica, arte, engenharia, botânica e urbanismo. Infelizmente, apenas 6 mil sobreviveram até os dias atuais.

Da Vinci não era apenas um bom pintor, era um excelente inventor. Entre seus projetos, consta modelos de máquinas parecidas com helicópteros, bicicletas, canhões e até automóveis.

Ainda hoje, há quem acredite que Mona Lisa não é o retrato Lisa Gherardini (a “monna” Lisa), mas um auto-retrato com feições femininas.

Você já reparou que Monalisa não tem sombrancelhas? Todos reparam no sorriso de La Gioconda, mas ninguém repara nas sobrancelhas.

Muitos simbolistas acreditam na existência de mensagens ocultas em suas obras, tese explorada à exaustão pelo escritor Dan Brown em seu livro O Código Da Vinci.

11.9.09

A VIDA AFETIVA DOS GÊNIOS


Fama não é garantia de sorte no amor. O mesmo se aplica a genialidade. Ser um gênio ou um grande ícone da cultura, não garante felicidade na vida sentimental e sexual. A maior parte dos escritores, compositores, atores e artistas plásticos que conhecemos tiveram uma vida intíma conturbada, cheia de altos e baixos, além de algumas tantas ilusões. Nas próximas páginas, saberemos um pouco da intimidade de Balzac, Flaubert e Dante, entre outros escritores conhecidos.


Honoré de Balzac, autor de A Comédia Humana, foi sustentado durante anos por uma amante chamada Madame de Berny. Mais tarde, acabou se apaixonando por uma admiradora, uma condessa polonesa cujo nome era Evelina. Ele a pediu insistentemente em casamento, mesmo sabendo que ela era uma mulher casada. O incansável pedido demorou 18 anos para ser aceito, mas aí já era tarde tarde demais, porque ele faleceu apenas seis meses depois de trocar alianças.

Gustave Flaubert nunca subiu ao altar. O autor de Madame Bovary jamais se casou. A primeira paixão de Flaubert aconteceu quando ele tinha 15 anos. O alvo foi uma mulher casada e 11 anos mais velha que ele. Em um reencontro, depois de anos sem se verem, Flaubert declarou o que sentia e como resposta ouviu que ela não estava preparada para ele. Mais tarde, os sintomas da epilepsia o obrigaram a viver exclusivamente da literatura. Quando viajava a Paris, ele sempre dava um jeito de encontrar sua amante, Louise Colet, outra mulher casada. Assim que seu marido morreu, a apaixonada Louise tentou juntar-se definitivamente com o escritor, mas foi rejeitada e os dois nunca mais voltaram a se ver.

No caso de Dante Alighieri, ele jamais pôde se juntar à mulher que amou. A heroína (e grande paixão) de Dante, autor de A Divina Comédia, respondia pelo nome de Beatriz. Dante e Beatriz se encontraram pela primeira vez quando ambos ainda eram crianças. Já adulta, Beatriz se casou com Simone di Bardi, com quem ficou até sua morte, ainda jovem, aos 24 anos de idade. Ao saber da morte da mulher que tanto desejou, Dante ficou arrasado. A paixão por Beatriz era tamanha que, mesmo casado com outra mulher, ele nunca a esqueceu.

Camilo Castelo Branco, autor de Amor de Perdição, foi preso sob a acusação de adultério. O escritor português foi para a prisão por causa de seu envolvimento com Ana Plácido, uma mulher casada. Quando foi libertado, Camilo vai viver com Ana, com quem tem três filhos, um deles de origem incerta, talvez fruto da relação com o ex-marido. A cegueira progressiva e os problemas com os filhos levam Camilo ao desespero e ao suícidio com um tiro na cabeça.

Quem também teve um fim trágico foi o brasileiro Euclides da Cunha. O autor do clássico Os Sertões foi assassinado num acerto de contas com Dilermando de Assis, amante da sua esposa. Mais tarde, ao tentar vingar a morte do pai, Quindinho, filho de Euclides é morto com três tiros pelo mesmo assassino do pai. Preso e julgado, Dilermando foi absolvido. Viveu 15 anos com Ana, ex-esposa de Euclides, até abandoná-la quando ela tinha 50 anos de idade. Na época, Dilermando estava co, apenas 36 anos.

Percy Shelley não ficou famoso apenas por sua obra literária, mas por ter sido companheiro de Mary Shelley, criadora do polêmico e assustador mito Frankstein. Antes de conhecer Mary, Percy tinha fugido para a Escócia com uma garota de 16 anos chamada Harriet Westbrook. Depois, seu interesse se concentrou numa francesa de nome Conelia Boinville. Foi somente quando seu casamento acabou que Percy conheceu Mary , com quem fugiu, levando consigo a meia-irmã dela: Claire Clairmont. O que ele não esperava era que tanto Claire, quanto Fanny Imlay, que também era meia-irmã de Mary também fossem se apaixonar por ele. Como se não bastasse, Harriet sonhava em se reconciliar com Percy. Sentindo-se desprezadas, Fanny e Harriet tomaram uma atitude radical e se suicidaram. A relação com Mary Shelley só desmoranaria de uma vez por todas quando ele se envolveu com outras duas mulheres, Emilia Viviani e Jane Williams, sua companheira na época da morte trágica de Percy por afogamento.

George Sand foi amiga, companheira, esposa e musa inspiradora de vários nomes consagrados da cultura de sua época, entre eles Chopin, Liszt e Alfred de Musset. Primeiramente, Sand deixou o marido no interior da França para ganhar a vida em Paris. Não demorou muito e a jovem escritora iniciou uma fogosa relação com Alfred de Musset, que, mais tarde, seria substituído por um médico italiano chamado Pietro Pagello. Mais algum tempo e ela voltaria para Musset e depois, viveria com Chopin. Foi com o compositor nascido na Polônia que George Sand – autora de Indiana - viveu uma das mais duradouras e intensas relações amorosas.

Oswald de Andrade não entrou para a história da cultura brasileira apenas como poeta e dramaturgo, mas pelos romances com a pintora Tarsila do Amaral e com a revolucionária Patrícia Galvão, conhecida como Pagú. Tarsila, que tinha se juntado aos artistas modernistas, anulou seu casamento para se juntar a Oswald. Entre os padrinhos estavam o presidente Washington Luís e o governador de São Paulo Júlio Prestes. A tela Abaporu, talvez a mais conhecida obra de Tarsila, foi dada de presente de aniversário a Oswald. O relacionamento, no entanto, não duraria muito tempo. Separado de Tarsila, com quem viajou inúmeras vezes para a Europa, Oswald se apaixona por Patrícia Galvão, que, aliás, era ex-esposa de um primo de Tarsila. A relação naufraga. Quando contava mais de 50 anos, enfim Oswald se juntaria a Maria Antonieta D´Alkmin, com quem permaneceria até o final da vida. Ela seria a última, mas não a única. Ao longo da vida, Oswald teve sete mulheres..

Dizer que a relação dos poetas Arthur Rimbaud e Paul Verlaine foi conturbada é pouco. Verlaine chegou a abandonar o emprego e até a família para viver com Rimbaud, que era dez anos mais jovem. Juntos, os poetas viajaram pela França e parte da Europa. E foi em Bruxelas, na Bélgica, que após uma discussão, Verlaine sacou uma arma e atirou no parceiro. Dalí, Rimbaud foi para o hospital e Verlaine para a cadeia. O incidente marcou para sempre a vida de ambos. Ao sair da prisão, Verlaine tentou sem sucesso voltar para a ex-esposa. Rejeitado, o poeta – que tinha problemas com o álcool – passou a beber com mais frequência , terminando seus dias na indigência. Recuperado dos ferimentos e longe do antigo companheiro, Rimbaud passou a viver como comerciante de escravos e traficante de armas.

O poeta John Milton casou-se três vezes: a primeira com Mary Powell, uma moça 17 anos mais jovem que ele; a segunda, com Katherine Woodcock e a terceiro, com Elisabeth Minshull. As duas primeiras esposas morrem de parto, ficando com Milton a árdua tarefa de criar os filhos. A terceira, que se juntou a ele quando o poeta já sofria com a cegueira, foi acusada de maltratar seus filhos. Ao ficar viúva do poeta, ela tomou para si toda a herança e se apoderou dos direitos autorais da obra de Milton.

Autor de clássicos como Oliver Twist, Charles Dickens contou quatro grandes amores ao longo da vida. A primeira chamava-se Maria Beadnell; a segunda, Mary Hogarth e a terceira, Ellen Ternan. Dickens não chegou a se casar com nenhuma delas, mas as usou como modelos de personagens de seus livros. Sua esposa era Catherine Hogarth, irmã de Mary. Arrasado com a morte de Mary, o escritor logo a substituiu por uma terceira irmã Hogarth, chamada Georgina. Quando Charles e Catherine se separaram, Georgine continuou vivendo com ele, embora a essa altura ele estivesse apaixonado por outra mulher: Elle Ternan

Ao longo da vida, o escritor norte-americano Ernest Hemingway – autor do inspirador O Velho e o Mar - teve quatro esposas. Ele mesmo confessou certa vez a um amigo que, “louco por mulheres“, sempre tem que se casar com uma delas. Poderia ter se casado com cinco mulheres se a amiga escritora Gertrude Stein tivesse se interessado por ele – provavelmente por causa de Alice B. Toklas, com quem Gertrude mantinha uma forte relação homoerótica.

Considerado um verdadeiro Don Juan, o poeta Dante Gabriel Rossetti teve várias amantes: Jane Morris, Fanny Cornforth, Lizzie Sidal e Jane Burden. Embora fosse perdidamente apaixonado pela última, Rossetti acabou se casando mesmo foi com Lizzie. O casamento, no entanto, não duraria muito: Lizzie faleceu poucas semanas depois de trocar alianças com o poeta. Arrependido e deprimido, Dante deixou que alguns poemas fossem para o túmulo junto com o corpo da esposa. Anos depois, em arrependimento, ele pediu que o caixão fosse reaberto apenas para que pudesse recuperar os manuscritos.

Reza a lenda que, quando Victor Hugo morreu, todas as prostitutas, em luto, ofereceram seus serviços de graça aos cidadãos de Paris. O escritor, poeta e dramaturgo francês colecionou várias amantes ao longo da vida. Nenhuma, porém, foi como Juliette Drouet, que o acompanhou em quase 20 anos de exílio. Outra grande amante respondia pelo nome de Leónie Briard, que foi presa ao ser flagrada na intimidade com Hugo.

Lord Byron foi amigo do casal Percy e Mary Shelley. Ele teve um rápido affair com Claire Clairmonte, que era meia-irmã de Mary. Antes, George Gordon, ou melhor, Lord Byron tinha se envolvido com várias mulheres: Annabela Milbanke, Caroline Lamb, Augusta Leigh. A primeira foi esposa e as outras, amantes. A relação com Claire só aconteceria depois que seu casamento com Annabela foi para o espaço. Mais tarde, ele teria duas amantes italianas. Segundo muitos biógrafos, Byron não se contentava apenas com as mulheres. O famoso amante e poeta (e inspirador de muitas gerações) também tinha uma forte queda por homens.

O talentoso Moliére, mito do teatro francês, vivia se apaixonando pelas atrizes de sua companhia. A primeira delas chamava-se Madeleine Bejárt, na época em que ele fundou sua segunda companhia de teatro. Em seguida, veio a paixão não correspondida por outra atriz: Madame du Parc - que levou ao rompimento com Madeleine. Depois, foi a vez de uma mulher conhecida como Madame de Brie, mas ele acabaria se casando mesmo foi com uma atriz da companhia 20 anos mais jovem, chamada Armande Bejárt que, por ironia do destino, era irmã de Madeleine.

T. S. Eliot, aproveitou uma viagem aos Estados Unidos para fazer uma das coisas que mais desejava: se livrar de uma vez por todas de Vivien, sua esposa. Só que, por mais que tentasse, não foi nem um pouco fácil livrar-se dela. Ansiosa por uma reconciliação, Vivien não parava de perseguí-lo. Eliot só livrou definitivamente da mulher quando a família dela a mandou para um sanatório. Passado algum tempo, ele se casou novamente sem avisar ou pedir permissão para ninguém. O casamento foi uma surpresa até para John Hayward, com que Eliot manteve uma relação homossexual durante anos.

Deprimida por causa da morte da mãe e da crise no casamento, Agatha Christie, que se tornou A escritora ficou literalmente desaparecida! Agatha acabou sendo encontrada por um conhecido e voltando para casa e para o marido, com quem tentou uma reaproximação. Antes do sumiço, ela havia descoberto que o Coronel Archibald Christie, seu marido, estava apaixonado por uma amiga. Talvez por isso, a crise no casamento nunca foi superada. Não tardou muito e Agatha e Archie se separaram. Algum tempo depois, a escritora se casaria com o arqueólogo Max Malowan. O detalhe é que mesmo com outro companheiro, ela continuou usando o sobrenome do ex-esposo.

Leon Tolstoi, autor do clássico Guerra e Paz, uniu-se a uma mulher 16 anos mais jovem que ele, apenas uma semana após pedí-la em casamento. Na verdade, o russo Tolstoi a escolheu depois de cantar as outras duas irmãs da esposa. Dizem que das três, ele optou justamente a mais sem graça da família. Se ela era a mais insossa, não importava. O importante era que o casamento do místico escritor russo resistiu a 50 anos de convívio, 13 filhos, muita desconfiança e paranóia, só vindo a terminar quando, num surto de religiosidade ele fugiu de casa.

(Trecho do livro Coisas de Gênio - Fatos pitorescos e curiosidades sobres os maiores gênios da cultura universal)

4.9.09

VIDAS LONGAS


O poeta, contista e cronista brasileiro Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira em 1902 e morreu no Rio de Janeiro em 1987. Drummond viveu até os 85 anos, tempo considerado longo… mesmo para os padrões atuais!
A lista a seguir é de arquitetos, atores, escritores e profissionais das artes que viveram tão ou mais que Carlos Drummond de Andrade. É uma lista longa, que deixa a impressão de que intelectuais vivem bem mais que a média da população

Roberto Burle Marx (artista plástico e paisagista brasileiro) 85 anos
Henri Matisse (pintor e escultor francês) 85 anos
Greta Garbo (atriz nascida na Suécia) 85 anos
Richard Strauss (compositor alemão) 85 anos
Max Ernest (pintor de origem alemã) 85 anos
Walter Gropius (arquiteto alemão) 86 anos
Georges Simenon (escritor franco-belga) 86 anos
Ticiano (pintor italiano) 86 anos
Claude Monet (pintor francês) 86 anos
Man Ray (fotógrafo e pintor nascido nos Estados Unidos) 86 anos
Carybé (pintor nascido na Argentina) 86 anos
Henry Miller (escritor norte-americano) 87 anos
Isaac Bashevis Singer (escritor nascido na Polônia) 87 anos
Naum Gabo (escultor russo) 87 anos
Mario Quintana (poeta brasileiro) 87 anos
Tarsila do Amaral (pintora brasileira) 87 anos
Ira Gershwin (compositor norte-americano) 87 anos
Jorge Amado (escritor brasileiro) 88 anos
Charles Chaplin (ator e cineasta inglês) 88 anos
Akira Kurosawa (cineasta japonês) 88 anos
Henry Moore (escultor britânico) 88 anos
Giuseppe Verdi (compositor italiano) 88 anos
Fred Astaire (ator e bailarino norte-americano) 88 anos
Robert Frost (poeta norte-americano) 89 anos
Igor Stravinsky (compositor nascido na Rússia) 89 anos
Arturo Toscanini (regente italiano) 89 anos
Elias Canetti (escritor e dramaturgo de origem búlgara) 89 anos
Arthur Miller (dramaturgo norte-americano) 89 anos
Giorgio de Chirico (pintor grego) 90 anos
Joan Miró (pintor espanhol) 90 anos
Laura Ingalls Wilder (escritora norte-americana) 90 anos
Sófocles (dramaturgo grego) 90 anos
Pablo Picasso (pintor espanhol) 91 anos
Jean Sibelius (compositor finlandês) 92 anos
Alfredo Volpi (pintor brasileiro) 92 anos
Rachel de Queiroz (escritora brasileira) 93 anos
Willem de Kooning (pintor de origem holandesa) 93 anos
George Bernard Shaw (dramaturgo e escritor irlandês) 94 anos
Elia Kazan (cineasta de origem turca) 94 anos
Billy Wilder (cineasta norte-americano) 95 anos
Cícero Dias (pintor brasileiro) 96 anos
Henri Cartier-Bresson (fotógrafo francês) 96 anos
Marta Graham (coreógrafa e bailarina norte-americana) 96 anos
Pablo Casals (músico espanhol) 97 anos
Marc Chagall (pintor russo) 98 anos
Georgia O’Keeffe (pintora norte-americana) 99 anos
Irving Berlin (compositor nascido na Rússia) 101 anos

(Trecho do livro Coisas de Gênio - Fatos pitorescos e curiosidades sobres os maiores gênios da cultura universal)